Cármen Lúcia reforça discurso de Fachin sobre “crise” no STF
Ministra do STF afirma que, apesar de falhas, Judiciário segue essencial e precisa recuperar a confiança da população
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 17, que a crise de confiabilidade da população no Poder Judiciário é “grave” e precisa ser reconhecida.
Ela reforça o discurso do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, que também admitiu que o Judiciário está “imerso” em uma crise que “precisa ser enfrentada” para evitar a repetição de “soluções velhas”.
Segundo Cármen, apesar de haver “erros e equívocos” que precisam ser corrigidos, o Judiciário continua sendo essencial para garantir os direitos previstos na Constituição.
“Nós precisamos do Poder Judiciário. Ainda que seja, como tudo na experiência humana, limitado na imperfeição que é própria da humanidade. Cada vez precisa ser melhor, para que o Direito seja aplicado e o cidadão tenha mais confiança. A crise de confiabilidade no Poder Judiciário é séria, grave e precisa ser reconhecida” afirmou Cármen, em palestra concedida nesta manhã na FGV Direito Rio, no Rio de Janeiro.
Novas soluções
Também nesta sexta, 17, Fachin reconheceu a crise do Judiciário.
“Quando falamos em crise, é fundamental reconhecer que efetivamente nós estamos imersos em relação à atuação do Judiciário, uma crise que precisa ser enfrentada e enfrentada com olhos de ver e ouvir, sob pena de repetirmos para problemas novos soluções velhas que significam simplesmente relegar os problemas sem resolvê-los. É nesse momento, creio, que o Poder Judiciário, e posso dizer da magistratura, de sua imensa maioria dos 18 mil juízes do Brasil, que tal como foi dito que há juízes em Berlim, também é preciso dizer que há juízes no Brasil para enfrentar esta ordem de ideias”, disse Fachin em uma palestra na FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.
Fachin é responsável pela ideia de criação de um código de ética para seus ministros.
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