Missão Artemis II: Capsula Orion vai virar bola do fogo em retorna a Terra nesta 6°feira; assista ao vivo
A missão Artemis II terá um retorno à Terra altamente complexo e crítico, exigindo precisão em cada etapa para garantir a segurança da tripulação.
A missão Artemis II terá um retorno à Terra altamente complexo e crítico, exigindo precisão em cada etapa para garantir a segurança da tripulação.
Após orbitar a Lua, a cápsula Orion enfrentará calor extremo, alta velocidade e forças intensas até concluir sua amerissagem no Oceano Pacífico, onde equipes especializadas realizarão o resgate.
Como será a reentrada da cápsula Orion?
Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera, o módulo de serviço é descartado e a cápsula inicia sua descida em velocidades que chegam a 40 mil km/h. Esse é um dos momentos mais delicados da missão.
O atrito com a atmosfera gera temperaturas superiores a 2.700 °C na superfície da nave, enquanto o ar ao redor se transforma em plasma extremamente quente, envolvendo completamente a cápsula.
Moon joy [noun]
— NASA (@NASA) April 10, 2026
the feeling of intense happiness and excitement that only comes from a mission to the Moon
The Artemis II crew bring us endless Moon joy. pic.twitter.com/7vrS1lLd0C
Por que ocorre o apagão de comunicação na missão Artemis II?
Durante a fase mais intensa da reentrada, forma-se uma camada de plasma que impede a transmissão de sinais de rádio. Isso provoca um apagão temporário de comunicação com a Terra por cerca de seis minutos.
Além disso, os astronautas enfrentam forças de até 3,9 vezes a gravidade terrestre, o que exige preparo físico e monitoramento constante dos sistemas da nave.
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Como funcionam os paraquedas na desaceleração
Após atravessar as camadas mais densas da atmosfera, a Orion reduz gradualmente sua velocidade com um sistema de paraquedas em etapas.
Esse processo é essencial para garantir um pouso seguro no mar.
A sequência ocorre da seguinte forma:
| Fase | Altitude / Momento | Função | Impacto na Desaceleração |
|---|---|---|---|
| Estabilização | ~6,7 km de altitude | Corrigir orientação da cápsula e reduzir instabilidade | Prepara a nave para abertura segura dos paraquedas principais |
| Paraquedas Principais | Após estabilização completa | Três paraquedas são acionados simultaneamente | Redução drástica da velocidade de queda |
| Desaceleração Final | Baixa altitude / aproximação do oceano | Controle fino da descida até o impacto | Velocidade reduzida para níveis seguros de amerissagem |
Onde será a amerissagem da missão Artemis II
A previsão é que a cápsula pouse no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, em uma área previamente definida pela NASA. Equipes de resgate já ficam posicionadas estrategicamente no local.
Essa etapa final exige precisão logística, já que condições climáticas e marítimas podem influenciar diretamente a operação de recuperação.
O que acontece após o resgate da tripulação
Assim que a cápsula toca a água, helicópteros e embarcações iniciam o resgate dos astronautas, garantindo a retirada segura da equipe.
Após o resgate, os tripulantes passam por avaliações médicas iniciais antes de serem transportados ao continente, encerrando uma missão histórica que marca o retorno humano ao entorno da Lua.
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