Para aliados, França será um nome “combativo” no Senado
Filiado ao PSB, ex-ministro decide deixar o governo Lula e disputar vaga em São Paulo, o que acirra a tensão com Marina Silva
Márcio França (PSB) anunciou sua saída do governo Lula para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo. A decisão gera um conflito com Marina Silva (Rede), que as mesmas ambições eleitorais. A outra vaga da chapa já está encaminhada para Simone Tebet (PSB).
França, mais combativo, fará frente ao campo da direita, que conta com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), além de um nome a ser indicado pelo PL.
A favor de sua candidatura, o ex-ministro argumenta ainda que sua trajetória política o distingue na disputa. Ele foi governador de São Paulo e conhece o estado, ao contrário de Tebet, oriunda do Mato Grosso do Sul, e de Marina Silva, que construiu sua carreira no Acre.
Identidade partidária em disputa
De acordo com a Folha, outro argumento levantado pelo campo de França é de natureza interna ao PSB. Seus defensores sustentam que ele representa o partido de origem, “raiz”, enquanto a filiação de Simone Tebet ao PSB teria sido uma composição de interesse nacional, articulada pelo próprio presidente Lula, sem vínculo orgânico com a legenda.
Do lado de Marina Silva, que deve permanecer na Rede, os aliados rejeitam a tese e defendem equilíbrio na chapa entre as siglas. Dois candidatos do PSB ao Senado, segundo esse grupo, concentrariam a representação partidária de forma desproporcional. A ex-ministra do Meio Ambiente aparece em pesquisas com aproximadamente 20% das intenções de voto, índice que seus apoiadores usam para sustentar sua viabilidade eleitoral.
O impasse expõe a fragilidade da aliança de centro-esquerda em São Paulo a pouco mais de seis meses das eleições, sem que haja, até o momento, uma composição definida entre os partidos envolvidos.
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Comentários (2)
Marian
03.04.2026 22:34Seria esse o plano c ?
Fernando Roberto Benitez Nobrega
03.04.2026 15:48Eu sinceramente não acredito nas pesquisas divulgadas pela imprensa. Até dezembro diziam que a eleição não precisaria ser disputada, que o Lula seria reeleito. Agora dão 40% para um TCHAD , não sei quanto para o ET do ACRE e até dizem que Simone está eleita por São Paulo. O ministério do Lula fez um péssimo trabalho. Marina, atrapalhou o quanto pode. Simone uma e apagada num ministério que nada fez e saiu do MS, pois sabe que lá seu eleitorado desapareceu e lhe virou as costas- bem feito. Não voto no Marcio França, mas ele conhece São Paulo e os paulistanos bem mais que as senhoras citada. Espero uma derrota afrontosa para Tchad e companheiras.