AtlasIntel: 50% apontam “oportunismo” de Carlos Bolsonaro em SC
Metade do eleitorado catarinense enxerga "um oportunismo político que vai contra os interesses do estado" na candidatura ao Senado
A candidatura do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (à direita na foto) em Santa Catarina é apontada como “um oportunismo político que vai contra os interesses do estado” por 50% do eleitorado catarinense, segundo pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta quarta-feira, 1º de abril.
Outros 25,6% classificaram a candidatura do filho 02 de Bolsonaro fora de seu estado natal como “a melhor alternativa para os interesses do estado”, e 20,6% escolheram a opção “uma estratégia política legítima, mas questionável”.
Essa percepção parece influir na perspectiva de votos de Carlos.
O filho de Bolsonaro vinha dividindo a ponta das pesquisas com a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que esteve prestes a deixar o PL por causa da candidatura estrangeira. Mas, agora, o senador Esperidião Amin (PP-SC) aparece em segundo lugar, à frente de Carluxo.
No cenário consolidado das duas votações para senador — neste ano, o eleitor votará em dois nomes para o Senado —, De Toni aparece na frente, com 30,7% dos votos, seguida de Esperidião, com 20,1%. Carlos surge em terceiro, com 18,3%, seguido pelo petista Décio Lima (13,4%).
A pesquisa ouviu 1.280 eleitores de 25 a 30 de março e tem margem de erro de três pontos percentuais.
Confusão
A chegada de Carlos a Santa Catarina bagunçou acordo prévio, que previa De Toni e Esperidião como candidatos ao Senado na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tentou manter o acordo, mas a questão ideológica e familiar falou mais alto, e o governador trocou Esperidião por Carlos.
Diante do incômodo, o filho de Bolsonaro vai ter de dar um jeito de que Esperidião receba menos votos do que os indicados pela pesquisa AtlasIntel.
Quando questionados sobre o primeiro dos dois votos para o Senado, 33,6% dos catarinenses dizem optar por De Toni, 19,8% por Carlos e 17,7% por Esperidião.
No caso do segundo voto, que precisa ser diferente do primeiro, 27,8% optam por De Toni, 22,4% por Esperidião e 16,9% por Carlos. É nessa diferença que o filho de Bolsonaro pode sair perdendo.
Rejeição
Entre os pré-candidatos ao Senado, Carlos só não é mais rejeitado do que Décio Lima: 52,3% dizem rejeitar o petista, e 43,6% rejeitam o filho de Bolsonaro.
Esperidião é rejeitado por apenas 21,6%, e De Toni, por 23,9%.
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