“Amigo não fala com outro”, diz Caiado sobre polarização
Ex-governador afirmou que divisão política rompeu relações pessoais e defendeu eficiência na gestão do país
O ex-governador Ronaldo Caiado criticou a polarização política no país durante evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD.
Segundo Caiado, pela primeira vez ele viu “pai ficar sem falar com o filho” e “amigo não falar com outro.”
“Nunca teve isso. Já ganhei, já perdi. O problema é o debate. Ganhava no plenário, perdia. Esse é o jogo democrático. Não pode sair da pauta principal do país e voltar o retrocesso pleno. Então, acho que tem que acordar que nós vamos ficar no sentimento de que o presidente vai aflorar o sentimento de polarização. Acabou esse assunto dia primeiro. Quero saber de eficiência.”
Anistia
Como forma de enfrentar a polarização, Caiado prometeu que, em um eventual governo, seu primeiro ato seria conceder uma anistia “geral e irrestrita”.
“Essas pessoas querem um outro país. Tão vendo que isso tá atrasando o país. Esses dois polos continuarão e vocês poderão não convencê-los. Mas você tem uma ampla maioria (…) Se nós ganhamos do PT em 2018, não poderíamos ter perdido em 2022. Esse é o ponto que quero que vocês reflitam. Ganhei no primeiro turno de 2018 e 2022. O PT não é opção em Goiás. Ganhar do Lula vai ser fácil no segundo turno, mas vai governar? Vai construir o Brasil onde o PT não vai ser opção no pais.”
“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. Ou seja, [parte] da polarização. E é o que pretendo fazer, chegando à Presidência. Meu primeiro ato vai ser exatamente: anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Caiado.
“[Estarei] replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que rebelaram com uma verdadeira tentativa de golpe, pela Aeronáutica, quando ele disse: ‘Me deixem trabalhar e vamos realmente pacificar o Brasil’. Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar outros, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra de que a partir dali eu vou cuidar das pessoas. É aquilo que, como médico e cirurgião, é minha formação e sempre soube fazer. Faço e continuo fazendo na política. Ou seja, apenas o paciente mudou. A prática é a mesma.”
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Comentários (1)
Ita
30.03.2026 21:57Booommmm, já tenho candidato. Avante Caiado!!!!