Questionado sobre Flávio, Zema descarta vice e ataca políticos
O ex-governador mineiro mantém, ao menos no discurso, a disposição de disputar a Presidência da República pelo partido Novo
Já em pré-campanha presidencial, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi questionado sobre a possibilidade de desistir da corrida ao Planalto para compor uma chapa – como vice-presidente – com o senador Flávio Bolsonaro (PL). A resposta veio em tom de distanciamento, com recado indireto ao filho 01 de Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar em Brasília (DF).
“Eu tenho propostas diferentes, André” – disse ao jornalista André Rocha, da Rádio TMC, de Belo Horizonte. “Eu venho do setor privado, ralei a minha vida inteira, mais de 30 anos, para construir uma empresa, gerar mais de 5 mil empregos diretos. Pago impostos demais, que só têm subido no Brasil, e discordo de muitas coisas dos políticos.”
Na sequência, ampliou o ataque: “Tenho sido, junto com meus companheiros do partido Novo, um dos mais indignados com essa situação do Banco Master. Enquanto tá todo mundo aí calado, nós, que não temos o rabo preso, estamos colocando a boca no trombone. O Brasil precisa mudar. Aqui não falta dinheiro; aqui sobra ladrão.”
Juntos e não misturados
Por fim, o postualante reforçou o tom de distanciamento: “Enquanto a gente não acabar com eles, não vamos ter um país sério, um país que vá pra frente. Tenho um posicionamento diferente da maioria dos políticos e, por isso, vou levar minha pré-candidatura adiante.”
O ex-governador mineiro mantém, ao menos no discurso, a disposição de disputar a Presidência pelo Novo, mesmo sem estrutura nacional robusta ou acesso relevante ao fundo eleitoral. Não citou expressamente Flávio Bolsonaro em seus ataques, embora essa fosse a pergunta. Preferiu enquadrar o senador indiretamente e, por extensão, a classe política no pacote genérico (políticos), do qual tenta se apartar.
Há anos no poder, Zema segue vendendo a imagem de quem chegou só agora. Nada mais falso, obviamente. Durante seu governo, a despeito do brilhante trabalho de recuperação do estado – após a hecatombe protagonizada por Fernando Pimentel, do PT -, adotou práticas conhecidas, como a criação de cargos para abrigar aliados, o aparelhamento e o uso da máquina pública etc. Se está anos-luz distante do pior da política, tampouco pode se considerar um outsider.
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Comentários (2)
Marian
29.03.2026 19:08Aguardemos
Sandra
29.03.2026 17:33Ao menos ele já tem proposta de governo, e apoios podem chegar se ele começar a crescer na campanha