Rodrigo Bacellar continua preso
Ex-presidente da Alerj é investigado por suspeita de repasse de informações em operação policial
A Justiça manteve a prisão de Rodrigo Bacellar (foto), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), após audiência de custódia realizada neste sábado, 28. Ele foi detido na sexta-feira, em Teresópolis, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e encaminhado ao Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu.
A decisão ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar o mandato de Bacellar na quinta-feira. Ele já estava afastado por determinação anterior do Supremo.
Com a perda do cargo, Moraes entendeu que a prisão preventiva seguia necessária para garantir o andamento do processo e a aplicação da lei.
A detenção foi realizada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne III, que investiga o vazamento de informações de uma ação contra o Comando Vermelho. Bacellar já havia sido preso em dezembro, em fase anterior da apuração.
A defesa afirmou desconhecer os motivos da nova prisão e criticou a medida.
“Mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”, disseram os advogados.
Vazamento de informações
Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025, acusado de repassar informações confidenciais a respeito de uma investigação policial que mirava o ex-deputado estadual TH Joias.
Documentos da PF apontam que o político da Alerj teria alertado o colega sobre a ordem de prisão.
Bacellar, ainda de acordo com o relatório, também instruiu o outro parlamentar a eliminar provas, indicando, por exemplo, que apagasse dados do telefone celular.
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