Bolsonaro pede a Moraes flexibilização de visitas dos filhos
Defesa solicita que todos os filhos do ex-presidente tenham livre acesso à residência em Brasília, hoje restrita a horários específicos
A defesa de Jair Bolsonaro (foto) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a revisão das condições de visitas dos filhos do ex-presidente à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária, no Jardim Botânico, em Brasília.
Como mostramos, a decisão de Moraes autorizou o regime domiciliar por 90 dias devido a questões de saúde de Bolsonaro.
Atualmente, apenas Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro têm autorização permanente para visitar a casa, enquanto Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, não tem acesso.
A defesa argumenta que a decisão de Moraes criou um “tratamento diferenciado entre os filhos do custodiado (não residentes) e os demais familiares”, já que os filhos que não moram na residência precisam seguir horários restritos: quartas e sábados, em três faixas horárias, entre 8h e 16h.
Os advogados pedem que todos os filhos tenham “livre acesso à residência, ainda que não residentes, em condições compatíveis com as já estabelecidas, considerando a natureza da prisão domiciliar, que se desenvolve em ambiente familiar, sem prejuízo […] das medidas de controle e segurança”.
Flávio Bolsonaro, que é senador e pré-candidato à Presidência, já possui registro como um dos advogados de Bolsonaro, garantindo maior acesso ao pai.
Bolsonaro recebe alta
Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira, 27, após evolução considerada favorável do quadro clínico.
O ex-presidente ficou internado por aproximadamente duas semanas no hospital DF Star, em Brasília, onde fez tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração.
A internação ocorreu após o ex-presidente apresentar calafrios e episódios de vômito.
Prisão domiciliar
Com a alta, Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar. A medida foi autorizada por Moraes.
Na decisão, o ministro do STF estabeleceu que a transferência terá prazo inicial de 90 dias, “para fins de integral recuperação da broncopneumonia”. Ele também destacou a necessidade de acompanhamento contínuo ao afirmar que a medida se justifica diante da condição de saúde do ex-presidente, “que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.
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