SP abre ala psiquiátrica infantojuvenil em hospital da zona norte
Unidade do Hospital Geral de Taipas passa a oferecer 16 leitos para crianças e adolescentes de até 17 anos com transtornos mentais graves
O governo do Estado de São Paulo inaugurou na quarta-feira, 25, uma ala de psiquiatria voltada ao público infantojuvenil no Hospital Geral de Taipas, unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). São 16 leitos destinados a internações de crianças e adolescentes de até 17 anos, com permanência máxima de 15 dias por paciente. A projeção é de aproximadamente 200 internações ao ano, com encaminhamentos feitos pela central de regulação estadual.
O serviço atenderá casos de maior complexidade clínica, como esquizofrenia, depressão grave, crises de ansiedade e situações com risco de autoagressão.
Demanda em alta
A abertura do espaço ocorre em um contexto de expansão das internações psiquiátricas entre jovens no estado. Dados da própria SES-SP indicam que, entre 2020 e 2025, o número de hospitalizações por transtornos mentais e de comportamento cresceu 98,3% na faixa de 5 a 9 anos e 78,3% entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
O atendimento ficará a cargo de uma equipe formada por médico psiquiatra, psicóloga e profissionais de enfermagem, alocados exclusivamente na nova ala. A estrutura faz parte da rede gerida pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, responsável pela administração do hospital.
Necessidade identificada
O superintendente médico do Hospital Geral de Taipas, Thiago Rizzo, avalia que a nova estrutura responde a uma necessidade há muito identificada: “Há uma demanda crescente e cada vez mais complexa na área de saúde mental infantojuvenil. A criação desses leitos é fundamental para garantir atendimento adequado, seguro e humanizado às crianças e aos adolescentes que necessitam de cuidado intensivo, além de oferecer suporte às famílias”, afirma Rizzo.
A zona norte da capital, onde o Taipas está localizado, conta com menor concentração de equipamentos especializados em saúde mental em comparação a outras regiões do município. A nova ala amplia, portanto, a capilaridade do atendimento público nessa área.
Os encaminhamentos para os leitos seguirão o fluxo da central de regulação estadual, que distribui vagas conforme a disponibilidade e o perfil clínico dos pacientes.
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