Bolsonaro pede autorização para entrada de 12 funcionários em casa durante prisão
Ex-presidente solicitou ao ministro Alexandre de Moraes ainda o cadastro de oito advogados para ter acesso à sua residência
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 25, o cadastro de oito advogados e de 12 funcionários para poderem ingressar em sua residência durante a prisão domiciliar humanitária.
A lista de advogados inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair que é pré-candidato a presidente da República, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, Celso Vilardi, Daniel Tesser, Paulo Henrique Fuller, João Henrique de Freitas e Luciana Lopes.
Em relação aos funcionários, a defesa diz que são agentes de segurança, motoristas e colaboradores que exercem atividades de rotina na residência.
Na decisão em que concedeu a prisão domiciliar humanitária temporária para Bolsonaro, de terça-feira, 24, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro apresentasse os nomes dos advogados que pretendam realizar visitas ao ex-presidente e dos funcionários que trabalham na casa, para serem devidamente cadastrados, no prazo de 24 horas.
Além disso, os responsáveis (enfermeiros ou técnicos) pelo acompanhamento diário (24 horas) do preso, com as devidas qualificações, no prazo de 48 horas, e, semanalmente, relatórios médicos da condição clínica de Bolsonaro.
Na petição desta quarta, a defesa afirma ainda que apresentará, no prazo estabelecido, a relação completa dos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento contínuo do ex-presidente, com as respectivas qualificações técnicas. Os advogados afirmam que estão em contato com a equipe médica responsável para a definição dos profissionais que serão designados para essa finalidade.
A defesa informa que cumprirá a ordem de apresentar semanalmente relatórios médicos atualizados sobre as condições clínicas.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele seguirá para prisão domiciliar após deixar o local. O ex-presidente seguirá cumprindo a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado na ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
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