Malafaia poupa Moraes ao comentar prisão domiciliar de Bolsonaro
Pastor disse que vai “ficar só nesse mérito” ao avaliar decisão que beneficia o ex-presidente
O pastor Silas Malafaia assumiu uma postura conciliatória, ao comentar a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, de autorizar o cumprimento de pena de Jair Bolsonaro (PL) em regime domiciliar. Conhecido por ataques frequentes ao magistrado, o líder evangélico optou por restringir seus comentários ao benefício concedido ao ex-presidente, sem estender críticas ao autor da decisão.
“Como a situação de Bolsonaro é uma situação preocupante, não existe nada melhor do que a casa”, afirmou Malafaia. O pastor acrescentou que, “por mais fantástica que seja uma prisão, não substitui lá”, referindo-se à residência, e destacou que a medida também alivia a tensão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que passaria a ter o marido próximo e poderia acompanhar suas reações de saúde.
“Isso é melhor do que estar na prisão”, disse Malafaia, acrescentando que o cenário “melhorou para Bolsonaro”. Ele deixou claro que não entraria “em nenhum outro mérito” ao comentar o ato de Moraes.
Relação marcada por atritos
A postura conciliatória de Malafaia contrasta com seu histórico de embates com Moraes. O pastor costuma se referir ao ministro como “ditador da toga” — e, duas semanas antes de sua declaração sobre a prisão domiciliar, reagiu com hostilidade a uma votação do magistrado.
Em abril de 2025, Malafaia chamou generais do Exército de “frouxos” durante uma manifestação bolsonarista. O episódio levou Moraes a votar, em março de 2026, pela abertura de ação penal contra o pastor, sob acusação de calúnia, injúria e difamação.
À época, Malafaia rebateu que o ministro deveria “tomar um impeachment” por “crimes dele”, e fez menção ao empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e a valores recebidos pela mulher de Moraes.
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