Homens após os 45 que rastreiam rapidamente essa doença certamente evitam o pior
Entenda por que o rastreamento aos 45 anos faz parte da rotina de prevenção e cuidado
Depois dos 45 anos, o rastreamento do câncer colorretal passa a ser uma recomendação de rotina em medicina preventiva, especialmente entre homens, que costumam procurar menos serviços médicos preventivos, apesar de o tema ainda enfrentar tabus e desinformação nas conversas do dia a dia.
O que é o câncer colorretal e por que se torna mais frequente após os 45 anos?
O câncer colorretal afeta o intestino grosso (cólon) e o reto, geralmente a partir de pólipos que podem levar anos até se tornarem malignos. O envelhecimento aumenta a formação desses pólipos e o risco de transformação em tumor.
Como a doença pode não causar sintomas nas fases iniciais, alterações como sangue nas fezes, mudança do hábito intestinal ou perda de peso costumam aparecer em estágios mais avançados, reforçando a importância do rastreamento precoce.
Por que o rastreamento do câncer colorretal deve começar aos 45 anos?
As diretrizes do USPSTF recomendam rastreamento de rotina dos 45 aos 75 anos, mesmo para quem não tem histórico familiar. O objetivo é antecipar o diagnóstico e intervir antes que pólipos se tornem tumores.
Além de ocorrer em fase de alta produtividade profissional e múltiplas responsabilidades, esse rastreamento organizado permite reduzir a mortalidade, prevenir o surgimento de tumores e planejar o acompanhamento de longo prazo.
Assista a um vídeo do canal Drauzio Varella para mais detalhes dos sintomas da doenças:
Como funciona na prática o rastreamento do câncer colorretal?
Na rotina, o rastreamento segue um fluxo que considera risco individual, tipo de exame inicial e intervalo entre avaliações. O primeiro passo é a consulta, em que o profissional analisa idade, histórico familiar, doenças prévias e estilo de vida.
Depois, define-se o exame mais adequado, realiza-se o procedimento (com preparo intestinal na colonoscopia ou coleta de fezes em casa) e se interpretam os resultados, ajustando a periodicidade ou indicando tratamento, especialmente na presença de pólipos.
Quais são os principais exames usados no rastreamento do câncer colorretal?
Existem diferentes métodos de rastreamento, escolhidos conforme perfil do paciente e recursos disponíveis. A colonoscopia é considerada o exame mais completo, pois permite visualizar todo o cólon e remover pólipos no mesmo ato.
Outros exames são menos invasivos e podem ser usados como porta de entrada para investigação, em especial quando o resultado é alterado e exige avaliação complementar. Entre os principais métodos de rastreamento, destacam-se:
Colonoscopia permite visualizar todo o cólon e remover pólipos
Esse exame oferece análise abrangente do intestino grosso e ainda possibilita a retirada de lesões que podem evoluir ao longo do tempo.
Pesquisa de sangue oculto detecta traços que não aparecem a olho nu
O método busca pequenas quantidades de sangue nas fezes, ajudando a identificar sinais que passariam despercebidos no dia a dia.
Teste de DNA fecal investiga alterações genéticas ligadas a tumores
A proposta é rastrear mudanças moleculares associadas ao desenvolvimento de lesões suspeitas no intestino grosso.
Colonografia por tomografia avalia o intestino grosso com imagens detalhadas
Esse recurso utiliza tomografia computadorizada para examinar a estrutura do cólon e ampliar a investigação diagnóstica.
Como superar tabus e aumentar a adesão ao rastreamento entre homens?
Entre homens, ainda há resistência a exames que envolvem o intestino e o reto, geralmente por questões culturais e constrangimento. Esse cenário contribui para o atraso no diagnóstico, mesmo com recomendações claras para iniciar o rastreamento aos 45 anos.
Falar do tema com naturalidade em consultas, empresas, famílias e meios de comunicação, com linguagem acessível e explicações objetivas sobre o passo a passo dos exames, é fundamental para que o rastreamento entre 45 e 75 anos seja incorporado como parte da rotina de cuidados preventivos.
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