“Nunca falei com um narcotraficante na vida”, diz Petro
Colombiano se defendeu após The New York Times revelar duas investigações nos EUA sobre possíveis relações entre o colombiano e o tráfico de drogas
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, negou nesta sexta-feira, 20, que tenha relação com narcotraficantes ou com tráfico de drogas.
Em postagem no X, Petro se defendeu após o jornal New York Times revelar que ele está sendo investigado nos Estados Unidos por possíveis relações com o narcotráfico. Além de possíveis encontros com traficantes, os investigadores apuram se a campanha presidencial solicitou doações de facções criminosas.
“Na Colômbia, não há uma única investigação sobre minha relação com narcotraficantes, por um motivo simples: nunca falei com um narcotraficante em toda a minha vida. Pelo contrário, dediquei dez anos da minha vida, arriscando a minha própria existência e causando a ruína da minha família, a denunciar as ligações entre os narcotraficantes mais poderosos e políticos no Congresso da República e nos governos locais e nacionais com esses narcotraficantes durante o que chamo de era do governo paramilitar“, escreveu o presidente colombiano.
Petro afirmou que suas campanhas políticas nunca receberam dinheiro oriundo do narcotráfico.
“Em relação às minhas campanhas, sempre deixei claro para os coordenadores que doações de banqueiros ou traficantes de drogas não são aceitas. A investigação minuciosa e produtiva realizada durante minha campanha presidencial não encontrou um único peso proveniente do tráfico de drogas, e isso porque se trata de uma infração menor e de um princípio pessoal meu como líder político”, acrescentou.
Investigações
Pelo menos dois escritórios de procuradores federais americanos, um em Manhattan e outro no Brooklyn, investigam se Petro em ligações com o tráfico de drogas.
As investigações são independentes e estão em fase inicial.
Segundo o jornal, nada indica que o governo Donald Trump, com quem Petro tem uma relação instável, esteja envolvido com as investigações.
Sanções
Em outubro de 2025, o governo Trump aplicou sanções a Gustavo Petro, à primeira-dama, Verónica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho, Nicolas Petro, e ao ministro do Interior, Armando Benedetti, por envolvimento no “comércio global de drogas ilícitas”.
Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam que o cultivo de coca na Colômbia aumentou 10% em 2023, ano em que Petro assumiu o governo.
O crescimento representou um aumento potencial de 53% na produção de cocaína em relação a 2022.
Em nota, o Tesouro americano descreveu Petro como “ex-guerrilheiro eleito presidente da Colômbia em 2022”, que teria fornecido benefícios a organizações narcoterroristas por meio de seu plano de “paz total”, entre outras políticas, resultando em níveis recordes de cultivo de coca e produção de cocaína.
Trump x Petro
No início de 2026, Trump afirmou que Petro é um “homem doente”.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de uma operação militar contra Gustavo Petro, Trump respondeu: “Soa bem”.
Em fevereiro, Trump e Petro se encontraram na Casa Branca a portas fechadas.
A jornalistas, Trump disse que ele e Petro “se deram bem”, prometendo “trabalhar” nas sanções impostas à Colômbia.
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Comentários (1)
Marian
20.03.2026 23:01Negue negue negue e no fim de tudo ... negue rs