Izalci aciona Ministério Público para bloquear bens de Ibaneis e Celina Leão
Líder da oposição no Congresso defende investigação sobre a motivação por trás da aquisição do Banco Master pelo BRB
O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), anunciou nesta segunda-feira, 16, que acionou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para bloquear os bens do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e da vice-governadora, Celina Leão (PP). O motivo é o envolvimento da atual gestão do governo do DF com o caso do Banco Master.
“Para proteger o cidadão, já procurei o Ministério Público e pedi o bloqueio de bens do governador e da vice. Não vou permitir que o povo do DF pague mais essa conta. Vou continuar até garantir que esse prejuízo seja cobrado dos verdadeiros responsáveis”, afirmou o parlamentar.
Segundo Izalci, é preciso investigar a motivação por trás da aquisição do Banco Master pelo BRB, pois o negócio envolveu “títulos podres” e gerou um prejuízo superior a 10 bilhões de reais aos cofres públicos do DF.
“Quem foi que indicou o BRB para fazer a compra do Banco Master?”, perguntou o congressista, ao destacar que a transação aconteceu num contexto de proximidade entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso, e altas instâncias do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo do DF.
Izalci ressalta que há “estranhas coincidências” no caso, como a existência de um contrato de 129 milhões de reais entre a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o Master. Ele cita ainda que Ibaneis foi retirado do inquérito do 8 de janeiro por Moraes pouco antes da concretização do negócio bilionário entre os bancos.
O senador também criticou a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) por dar um “cheque em branco” na compra do Master e aprovar um projeto de lei para “salvar” o BRB da destruição que ela mesma permitiu. A medida foi sancionada por Ibaneis.
Coaf encontra irregularidades
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou irregularidades na venda de ativos do Banco Master para o BRB entre 2024 e 2025, incluindo a oferta de créditos de empresas abertas em nome de pessoas que receberam auxílio emergencial, segundo o Estadão.
De acordo com dados encaminhados à CPI do Crime Organizado, o órgão apontou suspeitas relacionadas ao aumento de capital do BRB com a participação de fundos ligados a Daniel Vorcaro, à venda de carteiras para o banco estatal e à substituição dessas carteiras, que totalizaram 16,4 bilhões de reais no período.
Em março do ano passado, o BRB fez uma proposta para comprar o banco de Vorcaro, mas a operação foi negada pelo Banco Central em setembro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)