Irã prende homem por vender acesso à internet via Starlink
Além do “suspeito” de 37 anos, outras prisões foram registradas por espionagem e envio de conteúdo a mídia estrangeira
Um homem de 37 anos foi detido em Shiraz, cidade localizada na Província de Fars, no sul do Irã, sob acusação de montar e operar uma rede de distribuição de internet via satélite utilizando o sistema Starlink. Segundo a polícia local, o “suspeito” comercializava conexões que contornavam os filtros impostos pelo governo iraniano, atendendo usuários em diferentes regiões do país.
Durante a operação de captura, agentes apreenderam um terminal Starlink e outros equipamentos empregados na distribuição do serviço. As autoridades afirmam que a rede operava de forma estruturada, com alcance que ultrapassava os limites da Província de Fars.
Outras prisões por espionagem e envio de imagens ao exterior
Além da detenção relacionada ao Starlink, a inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou a prisão de outros cidadãos na mesma província. As acusações dizem respeito ao envio de imagens e conteúdos para o canal Iran International, veículo de comunicação com sede fora do país. Segundo as autoridades, o material era coletado e distribuído por meio do aplicativo Telegram.
Na Província de Lorestan, no oeste do país, sete pessoas foram presas sob acusação de espionagem, conforme informou a polícia local. As detenções não têm relação direta com o caso do Starlink, mas integram um conjunto de ações de segurança que se intensificaram no período.
Bloqueio de internet desde janeiro de 2026
O contexto das prisões é o de forte controle sobre o acesso à informação. Em janeiro de 2026, o governo iraniano impôs um bloqueio de internet de grande alcance com o objetivo de conter manifestações e limitar a circulação de conteúdo considerado contrário aos interesses do Estado.
Desde então, as forças de segurança passaram a atuar de forma mais intensa na identificação e apreensão de equipamentos de conexão via satélite. O uso do Starlink é classificado como ilegal no país, e as autoridades tratam o contrabando de seus terminais como crime.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)