Psol sai em defesa de Erika Hilton: “Liderança histórica e irreversível”
Parlamentar está sendo criticada por ter sido eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara
O Partido Socialismo e Liberdade (Psol) saiu em defesa da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), diante das críticas que a parlamentar tem recebido por ter sido eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Em nota, a presidente nacional da sigla, Paula Coradi, afirma que a liderança de Erika no colegiado é “histórica e irreversível”.
“O PSOL manifesta total apoio à deputada federal Erika Hilton, eleita legitimamente para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O partido repudia as publicações de deputadas de extrema-direita que tentam deslegitimar a liderança de Erika Hilton na comissão. Transfobia é crime, não é opinião política. O PSOL não hesitará em acionar instâncias judiciais contra qualquer tentativa de violência política de gênero”, inicia Coradi.
“Também apoiamos integralmente o processo movido pela deputada contra o apresentador Ratinho. Reiteramos que discursos de ódio no rádio e na TV não podem ser normalizados. A liderança de Erika Hilton é histórica e irreversível. O PSOL seguirá vigilante para garantir que ela exerça sua presidência com segurança e respeito, combatendo qualquer tentativa de retrocesso ou intimidação”, complementa.
Deputada acionou governo e MP
Erika Hilton pediu ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho, do SBT, por causa dos comentários considerados transfóbicos que o apresentador, conhecido como Ratinho, fez ao reclamar da eleição da parlamentar para o comando da Comissão da Mulher. A informação foi confirmada a O Antagonista, na quinta-feira, 12, pela assessoria de imprensa da congressista.
Erika também protocolou um pedido de investigação sobre o apresentador, no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Neste documento, ela solicita a prisão de Ratinho, que é pai do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
A parlamentar alega que as falas do apresentador se baseiam na “repetição de afirmações destinadas a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres” para participar de espaços institucionais voltados à defesa dos direitos das mulheres.
“As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, acrescentou.
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Comentários (2)
Marian
13.03.2026 13:12Hahaha
"Liderança" q separa muito mais q une!