Zanin é sorteado novo relator do pedido para criação de CPI do Master
Sorteio foi realizado após o ministro do STF Dias Toffoli se declarar suspeito por "motivo de foro íntimo"
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta quarta-feira, 11, o novo relator do mandado de segurança para a instalação da CPI destinada a investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB.
O sorteio foi realizado após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito por “motivo de foro íntimo”.
O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB).
No documento, o parlamentar pede ao STF que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), seja obrigado a instalar a CPI. Além disso, Rollemberg alega que o obstáculo à instalação representa “uma clara violação ao direito dos parlamentares, bem como uma afronta ao direito de fiscalização inerente ao poder legislativo”.
Toffoli, que agora se declara impedido para julgar o Mandado de Segurança com pedido liminar, foi o relator das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Master. Ele deixou esta relatoria a pedido em 12 de fevereiro e foi substituído por André Mendonça.
Toffoli estava à frente das investigações desde novembro de 2025. A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
CPI
O requerimento de criação da CPI foi apresentado por Rollemberg em 2 de fevereiro, com 201 assinaturas, 30 a mais do que o mínimo necessário. Entretanto, para que o colegiado seja criado, Motta precisa fazer a leitura do docuemento em sessão do plenário da Câmara.
As Comissões Parlamentares de Inquérito têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas.
Conforme o requerimento de Rollemberg, a CPI do Banco Master seria composta por 27 membros titulares e igual número de suplentes, e realizaria o trabalho no prazo de até 120 dias.
“A instauração de uma CPI se faz urgente e necessária para apurar as responsabilidades e os desdobramentos de um dos maiores e mais sofisticados esquemas de fraude financeira da história recente do país, o qual envolveu a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos, a montagem de ativos inexistentes e um prejuízo que, segundo apurações preliminares da Polícia Federal, supera o montante de 12,2 bilhões de reais“, diz Rollemberg, na justificativa do pedido.
“A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, não apenas revelou a materialidade dos fatos, culminando na prisão do controlador do Banco Master e no afastamento da diretoria do Banco Regional de Brasília (BRB), mas também expôs a fragilidade do sistema financeiro e o risco sistêmico que a tentativa de aquisição, pelo BRB, de um banco privado fraudulento representou para o patrimônio público nacional”.
Ainda nas palavras do deputado, “a gravidade e a complexidade do caso exigem uma investigação que ultrapasse os limites da esfera penal individual, atingindo diretamente o interesse público e a ordem econômica e social”.
Leia mais: Toffoli se declara impedido para julgar pedido para criação de CPI do Banco Master
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Comentários (4)
Eu não acredito nos "sorteios" do STF!!!!!
Paulo Pinto
11.03.2026 21:59E o teatro continua. Todos conhecem como termina.
Rosa
11.03.2026 21:21Lula sempre sortudo......
Fabio
11.03.2026 19:49Não foi o amigo do amigo do meu pai, então vai o advogado do amigo do meu pai.