Lula cobra ONU por omissão diante da guerra no Irã
Petista afirmou que países deveriam gastar mais no combate à fome do que com armas
O presidente Lula (PT) criticou nesta quarta-feira, 4, a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) por, segundo ele, não cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação.
A declaração foi feita durante uma conferência sobre alimentação e agricultura, em Brasília, enquanto a guerra no Irã se intensifica.
“Compensou destruir Gaza, matando mulheres e crianças, e agora aparecem com pompa, criando um conselho para reconstruir Gaza? Parece um resort, enquanto os cadáveres ainda estão lá”, disse Lula.
“Às vezes, a gente fica impassível. Se não gritarmos, se não nos mexermos, nada acontece”, acrescentou.
Armamentos e fome
O petista cobrou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, criticando o fato de gastarem mais com a produção e compra de armamentos do que no combate à fome.
Para Lula, os US$ 2 trilhões gastos no ano passado em conflitos poderiam ter sido divididos entre os 630 milhões de pessoas que passaram fome no mundo.
“Não precisaria haver fome no mundo se houvesse bom senso entre os governantes”, concluiu.
Itamaraty
A embaixada do Brasil no Líbano pediu que cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no país abandonem o território, enquanto o conflito armado não for contido.
O comunicado, divulgado pelo Itamaraty, classifica o sul do Líbano e as faixas de fronteira como zonas de alto risco, em razão dos ataques israelenses na região.
O espaço aéreo libanês permanece fechado, o que limita as rotas de saída disponíveis.
O governo brasileiro monitora a escalada do conflito, mas não cogita encerrar as atividades de suas representações diplomáticas no Oriente Médio – postura diferente da adotada pelos Estados Unidos, que fecharam postos por razões de segurança.
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