Sigilo de Lulinha cai e oposição reage no Congresso
Parlamentares afirmam que medida representa o “fim da blindagem” ao filho do presidente Lula
A aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Lula, dominou a sessão da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, e provocou reação de parlamentares da oposição. Integrantes da oposição afirmaram que a decisão representa avanço nas investigações sobre fraudes bilionárias em benefícios previdenciários e falaram em “fim da blindagem” ao filho do presidente.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos seria inevitável após a votação. “O PT pode gritar, pode chorar, pode espernear, pode até fazer teatrinho se quiser. Mas agora já era: Lulinha finalmente vai ser convocado a comparecer na CPMI do INSS”.
O senador Sérgio Moro (União-PR) também comentou a decisão e afirmou que a medida é essencial para esclarecer responsabilidades no esquema. “Grande vitória na CPMI para esclarecimento de quem roubou os aposentados e pensionistas do INSS. Lula não disse que não protegeria o filho?”. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) associou o caso ao partido do presidente. “O roubo aos aposentados do INSS evidencia que o PT voltou à cena do crime. Esse é o DNA do lulopetismo: aparelhamento, blindagem e método repetido há anos”.
Na Câmara
Deputados da oposição também repercutiram a decisão. Nas redes sociais, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) destacou a articulação para aprovar a medida. “A oposição na CPMI do INSS fez uma articulação espetacular, puxou o tapete da esquerda e aprovou a quebra de sigilos de Lulinha“.
A deputada Carol De Toni (PL-SC) disse que a decisão encerra a “blindagem” ao filho do presidente e mencionou prisões de investigados no caso. “A CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, e nem a base do governo conseguiu impedir. Dois ex-dirigentes do INSS estão presos desde novembro e delações citam o filho do presidente como possível beneficiário do esquema”.
Entenda
O pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático referente a Lulinha abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), por meio do Requerimento nº 2939/2026. A decisão ocorre após investigações apontarem que Lulinha teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o relator, a medida se baseia em elementos que indicariam a necessidade de aprofundamento das apurações.
Além do caso envolvendo Lulinha, a CPMI aprovou outros requerimentos considerados relevantes para o avanço das investigações, incluindo a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
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