Caso Marielle: irmãos Brazão são condenados a 76 anos e 3 meses de prisão
Ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa foi sentenciado a 18 anos de prisão por obstrução à justiça e corrupção passiva
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira, 25, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O crime ocorreu em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Eles foram condenados por duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada.
O delegado e ex-chefe da Polícia Civil do estado Rivaldo Barbosa foi sentenciado a 18 anos de prisão por obstrução à justiça e corrupção passiva. Ele foi absolvido das acusações de planejar e mandar matar Marielle e Anderson Gomes por “dúvida razoável”.
O major Ronald Paulo Alves Pereira, da Polícia Militar, foi condenado a 56 anos de prisão por duplo homicídio e homicídio tentado.
O policial militar Robson Calixto Fonseca, o Peixe, que é ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, pegou nove anos de prisão por organização criminosa.
Mais punições
Os ministros do STF condenaram os réus a pagar 7 milhões de reais em indenizações e reparação de danos.
Eles também determinaram a perda de função pública de Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto.
Além disso, todos os réus estão inelegíveis.
A denúncia da PGR
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, vereador do Rio na época do crime e depois eleito deputado federal, encomendaram a execução de Marielle por causa de interesses econômicos contrariados.
Isso porque ela atuava para impedir a regularização de condomínios ilegais localizados em áreas dominadas por milícias vinculadas aos dois na capital fluminense.
Já Ronald Paulo Pereira, diz a PGR, vigiou Marielle e repassou informações aos executores dos crimes, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, que já foram condenados.
Para o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, o acervo probatório no processo é “extenso e robusto”.
Mais informações em instantes.
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