CPI do Crime Organizado mira ministros, governadores e banqueiros
Comissão analisa 69 requerimentos e amplia foco sobre Judiciário, estados e sistema financeiro
A CPI do Crime Organizado do Senado analisa, nesta quarta-feira, 25, uma pauta extensa que indica escalada política e institucional nas investigações. A reunião será dividida em duas etapas: primeiro uma oitiva e, na sequência, a votação de requerimentos que somam 69 itens.
A previsão é ouvir o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, embora a presença ainda não esteja confirmada. Depois, os senadores passam a examinar uma lista que ocupa 18 páginas e reúne ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores, integrantes do governo federal, autoridades de segurança pública e executivos do sistema financeiro.
Dos pedidos, 55 foram apresentados em 2026 e 14 em 2025. A pauta inclui convocações que obrigam o comparecimento, convites, solicitações de informações e transferências de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático. Entre os nomes mais sensíveis estão ministros do STF, com pedidos de convite a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de solicitação de informações ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin.
O Executivo federal também entrou no radar. A lista inclui convites ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. No plano estadual, a comissão mira governadores de grandes estados: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cláudio Castro (PL-RJ) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) estão entre os convidados.
O sistema financeiro é outro foco, com destaque para o Banco Master. A CPI analisa a convocação do banqueiro, Daniel Vorcaro, além de executivos e sócios ligados à instituição. Autoridades da área de segurança pública também aparecem na pauta. Entre os convidados estão o comandante do Exército, general Tomás Paiva; o diretor-geral da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Uirá Ferreira; e o comandante do BOPE, tenente-coronel Marcelo Corbage, além de integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público.
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