Márcio Coimbra na Crusoé: Epílogo castrista
Objetivo da pressão feita por Marco Rubio é a desmontagem do aparato de segurança
A história da Revolução Cubana, quando despojada de seu misticismo romântico, revela-se como o registro de um sucesso singular na arte do parasitismo geopolítico.
Por mais de seis décadas, Havana sobreviveu não pela eficiência de seu modelo econômico ou pela solidez de suas instituições, mas pela habilidade magistral em comercializar sua localização estratégica.
A ilha transformou-se em uma espécie de entreposto para potências e movimentos dispostos a financiar uma aventura autoritária no Caribe em troca de uma base avançada contra o Ocidente.
Havana tornou-se, na prática, um “Airbnb para ditaduras“, alugando sua soberania primeiro aos soviéticos e, posteriormente, aos chavistas.
No entanto, neste início de 2026, Cuba depara-se com um fenômeno inédito e aterrador em sua trajetória: a ausência absoluta de um hóspede disposto ou capaz de financiar sua insolvência.
A débâcle econômica da ilha não é mais um ciclo de escassez, mas um colapso sistêmico de infraestrutura.
Os números são brutais e revelam uma nação despedaçada.
O PIB cubano, que já vinha de uma contração acumulada nos últimos anos, enfrenta hoje uma paralisia produtiva quase total.
A inflação, que o governo tenta maquiar, explode nos mercados informais onde o peso cubano tornou-se uma moeda de ficção.
Com o dólar sendo negociado a 450 pesos no câmbio negro, o salário médio de um profissional de elite não cobre o custo de uma proteína básica para uma semana.
A crise energética de 2025, que viu o país mergulhar em apagões nacionais de até 20 horas por dia, transformou-se em 2026 em uma “morte térmica” da rede.
Sem peças de reposição para as obsoletas centrais termoelétricas soviéticas e sem crédito internacional para comprar combustível a preço de mercado, Havana é hoje uma capital à luz de velas…
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