Deputado sugere estudos para fixar salário mínimo da Bahia em R$ 1.800
Prates diz que adoção de um piso estadual acima do nacional é "medida de justiça social e de fortalecimento da economia familiar"
O deputado federal Leo Prates (PDT-BA), ex-presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, protocolou nesta quinta-feira, 19, na Casa, um requerimento para ser enviada ao governo baiano uma indicação para que promova estudos para estipular o salário mínimo regional na Bahia em 1,8 mil reais. Atualmente, o salário mínimo nacional é de 1.621 reais.
Na indicação, o parlamentar afirma que a adoção de um piso estadual acima do nacional é “uma medida de justiça social e de fortalecimento da economia familiar“. “O aumento da renda dos trabalhadores baianos que gerará, imediatamente, um incremento no consumo, beneficiando o comércio local e o setor de serviços”.
Ele ressalta que já há precedentes para essa medida. “O estado do Rio Grande do Sul já adota uma política de salário mínimo regional, com reajustes que frequentemente superam o nacional, visando valorizar categorias profissionais específicas e manter a competitividade econômica com justiça social”.
Em 2025, acrescenta Prates, o piso gaúcho já estava em níveis elevados, demonstrando “a viabilidade técnica e jurídica de pisos estaduais, com a faixa inicial atingindo patamares superiores ao nacional, inclusive aprovando reajustes expressivos”.
Segundo o congressista, a Bahia “possui economia robusta e capacidade para implementar uma política de valorização salarial, garantindo maior dignidade aos trabalhadores formais, domésticos e de serviços terceirizados, reduzindo a desigualdade social”.
Prates salienta ainda que se trata de uma pauta legítima do movimento sindical e afirma que ela precisa ser debatida com responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento.
“O que se pretende, com essa proposição, é dar um passo importante na melhoria em torno da dignidade do trabalho para o cidadão baiano, porém buscando aprimorar também a economia do Estado, aumentando poder de compra e consequentemente aquecendo a economia da Bahia”, pontua.
O requerimento de indicação aguarda decisão da Mesa Diretora da Câmara. O governo baiano, atualmente chefiado por Jerônimo Rodrigues (PT), não é obrigado a acatar a sugestão.
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