MPF cobra R$ 10 milhões da Globo por pronúncia errada
Procurador reclama da pronúncia da palavra "recorde" por apresentadores e repórteres da emissora
O procurador Cléber Eustáquio Neves do Ministério Público Federal em Minas Gerais, moveu ação civil pública contra a TV Globo por um erro de pronúncia da palavra “recorde”.
Segundo a Folha de S.Paulo, o MPF pede que a emissora pague 10 milhões de reais pelo erro.
Na sua petição inicial, o procurador afirmou que os apresentadores e repórteres da emissora adotaram uma pronúncia equivocada da palavra, alegando que o erro induziria a população brasileira a falar termo também de forma errônea.
Paroxítona
“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, alegou o procurador.
Cléber Eustáquio Neves adicionou vídeos do Jornal Nacional, do Globo Esporte e do Globo Rural para justificar a ação.
“A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa”, disse.
“Quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa”, acrescentou.
Lesão ao patrimônio cultural
Além da multa por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, o MPF-MG solicitou uma retificação em rede nacional da emissora.
Notificada antes do Carnaval, a TV Globo ainda não apresentou sua defesa.
À Folha, a emissora afirmou que não comenta casos que ainda estão na Justiça.
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Comentários (2)
Luis Eduardo R. Caracik
19.02.2026 14:38Belo exemplo de falta do que fazer e ativismo judiciário.
Annie
19.02.2026 14:17Deve estar faltando serviço para o MP de Minas