Bolsonaristas celebram rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu no X que "dos projetos de Deus não se zomba" e que "Lula é sempre uma ideia ruim"
Bolsonaristas celebraram nesta quarta-feira, 18, o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo desfile homenageou o presidente Lula (PT) com um samba-enredo eleitoreiro no domingo, 15.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), escreveu no X que “dos projetos de Deus não se zomba” e que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo”. “Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT”, acrescentou.
O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói foi denominado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O desfile desagradou os bolsonaristas não apenas por homenagear Lula, mas também por representar evangélicos em fantasias de “latas de conserva“.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), escreveu “Rebaixardaaaaaaaaa” no X. Já o Partido Liberal (PL) afirmou: “Prometeu tudo. Entregou nada, como sempre. LULA REBAIXADO”.
O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações de Lula. Alegorias trouxeram referências a Bolsonaro, representado como um palhaço com trajes de presidiário.
A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.
Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de ministros e do prefeito Eduardo Paes (PSD). A primeira-dama Janja, inicialmente prevista para o último carro alegórico da escola, não desfilou; seu lugar foi ocupado pela cantora Fafá de Belém.
Na segunda-feira, 16, a Acadêmicos de Niterói divulgou nota pública em que relatou pressões ao longo de todo o processo carnavalesco. A diretoria afirmou ter enfrentado “ataques políticos” e tentativas de interferência em sua autonomia artística, com pedidos de mudança no enredo e questionamentos sobre a letra do samba.
Segundo o texto, as pressões partiram também de “gestores do próprio Carnaval Carioca”, sem que nomes fossem citados.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)