Monges caminham 3.700 km em direção a Washington
Em pleno inverno norte-americano, 19 monges budistas da tradição Theravada caminharam cerca de 3.700 km descalços
Em pleno inverno norte-americano, 19 monges budistas da tradição Theravada caminharam cerca de 3.700 km descalços, do Hương Đạo Vipassana Bhavana Center, no Texas, até Washington, DC.
A imagem do grupo em silêncio sob a neve viralizou nas redes e foi apresentada como um gesto público pela paz e pelo diálogo entre religiões.
O que é a caminhada pela paz desses monges budistas?
A caminhada pela paz resume o uso do ato de caminhar como convite à reflexão coletiva. Na tradição Theravada, peregrinações longas são práticas antigas de disciplina, renúncia e atenção plena.
Nessa jornada, caminhar deixou de ser apenas deslocamento físico e tornou-se meditação em movimento. O foco esteve em passos conscientes, respiração tranquila e convivência respeitosa com quem acompanhava o percurso.
#NCCUAlumni | Washington, D.C. was the final stop of the Buddhist monks’ "Walk for Peace." Among those welcoming them at the National Cathedral was proud Eagle Kimberly A. Bassett, who presented a proclamation on behalf of the Mayor.#WeAreNCCU #EaglePrideAmplified 🦅 pic.twitter.com/3jQjXhvl0o
— North Carolina Central University (@NCCU) February 16, 2026
Como a tradição budista influencia essa jornada?
Os monges praticam Vipassana, técnica baseada na observação da respiração e das sensações corporais. Em diferentes paradas, ensinaram exercícios simples, como repetir mentalmente “Hoje será um dia de paz para mim”.
Expressões em páli, como “Sadhu”, foram explicadas como formas de reconhecer ações benéficas. Ao caminhar em um país majoritariamente cristão, o grupo propôs um encontro simbólico entre culturas, sem proselitismo ou discursos inflamados.
De que forma a caminhada impactou Washington e seus moradores?
A chegada à capital, pela movimentada Wisconsin Avenue, reuniu milhares de pessoas em silêncio ou em discretos aplausos. Muitos relataram um raro momento de pausa na rotina política intensa de Washington.
Na Bender Arena, da American University, e em cerimônia inter-religiosa diante da Catedral Nacional, o público foi orientado a focar na respiração. Líderes cristãos e de outras tradições participaram, reforçando o diálogo inter-religioso.
Quais foram os principais resultados simbólicos e sociais?
Especialistas destacam que gestos simples, repetidos coletivamente, ganham força simbólica. Para resumir os efeitos observados durante a jornada, é possível destacar alguns pontos centrais.
- Transformação de espaços políticos em locais de silêncio e contemplação.
- Ênfase na paz interior como base para a paz social e comunitária.
- Presença de milhares de pessoas em diferentes eventos na capital.
- Aumento do interesse por meditação entre pessoas sem vínculo com o budismo.

Por que essa caminhada pela paz se tornou tão marcante?
A coerência entre discurso e prática foi decisiva: monges descalços, em silêncio, percorrendo estradas e monumentos como o Lincoln Memorial. Ali, o contraste entre discursos históricos e a meditação guiada reforçou o simbolismo do local.
As redes sociais ampliaram o alcance da experiência, permitindo que pessoas em outros países acompanhassem a jornada. No fim, a imagem que ficou foi a de um grupo parado, em silêncio, convidando todos a apenas respirar, observar e cultivar a paz.
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