Eduardo Bolsonaro conclama reação contra desfile para Lula
"Todos, absolutamente todos, devem entrar com ações em todas as justiças", disse o filho de Jair Bolsonaro
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (foto) conclamou nesta segunda-feira, 16, uma reação em massa contra o desfile eleitoreiro da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula (PT) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
“Todos, absolutamente todos, devem entrar com ações em todas as justiças. Tem crime eleitoral, ofensas a evangélicos, mal uso de dinheiro público – pelo menos. Pastores devem alertar seus fiéis sobre esse escárnio e o avanço da agenda anti-cristã”, escreveu o filho 03 de Bolsonaro no X.
Enxurrada de ações
Lula será alvo de uma enxurrada de Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta do desfile eleitoreiro da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marques de Sapucaí.
Até o momento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES), o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra Lula. Outros parlamentares da oposição no Congresso estudam ingressar com ações semelhantes.
“Não estamos diante de um debate político, mas de um fato jurídico. Houve propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público. A consequência prevista na lei é clara e rigorosa”, disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.
Além disso, a própria escola de samba deve ser alvo de ações judiciais. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pretende acionar a Justiça questionando o momento do desfile em que a agremiação criticou a comunidade evangélica.
O desfile eleitoreiro de Lula na Sapucaí
A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem direta a Lula.
Estreante na elite do samba carioca após vencer a Série Ouro, a escola levou à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que reconstrói a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
A escola apostou em símbolos associados ao universo político do presidente. Uma das alas mais comentadas trouxe fantasias predominantemente vermelhas com estrelas brancas ao centro, referência direta ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O desfile também incluiu alegorias de forte carga satírica. Em um dos carros, um boneco gigante do palhaço Bozo apareceu caracterizado como presidiário, atrás de grades e usando tornozeleira eletrônica.
A representação foi interpretada como crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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