Zema ironiza homenagem a Lula no Carnaval com vídeo feito por IA
Governador de Minas publica paródia em tom crítico e cita escândalos, inflação e Banco Master
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que ironiza a “homenagem” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevista para o Carnaval deste ano. Na gravação, o desfile fictício apresenta alegorias e personagens caricatos ao som de uma música com críticas à situação econômica e a escândalos políticos.
“E se o Lula recebesse uma homenagem sincera nesse carnaval? Seria mais ou menos assim”, escreveu Zema na legenda da publicação.
A paródia menciona inflação, preço dos combustíveis, desigualdade e suspeitas envolvendo recursos públicos. Em um dos trechos, a letra afirma que “bilhões viraram fumaça” enquanto “o povo conta moeda”. Outro momento cita o Banco Master, instituição no centro de investigações recentes, sugerindo circulação de dinheiro nos bastidores. O conteúdo também contrasta o esforço do trabalhador descrito como alguém que “sua no busão” para pagar contas com a ideia de que grupos privilegiados continuam lucrando independentemente do cenário econômico.
“Teve acordo fechado por baixo do balcão (…) Banco Master no jogo, dinheiro a circular, quem entende os bastidores sabe onde vai parar. O pequeno aperta o cinto pra não ficar pra trás e o grande nunca perde, sempre lucra mais”, diz o enredo.
Bloco na avenida
A postagem ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar pedidos para suspender o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que fará uma homenagem a Lula no Rio de Janeiro em ano eleitoral. A Corte entendeu que impedir previamente a apresentação poderia configurar censura.
“Restringir manifestações artísticas e culturais previamente per se simplesmente por se ter notícias de conter manifestações políticas configuraria censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático, mesmo que apresentado no pedido indícios de um possível futuro cometimento de ilícito”, argumentou a ministra do TSE, Estela Aranha.
A ação foi apresentada pelo Partido Novo, legenda de Zema, que acusa o enredo de configurar propaganda eleitoral antecipada. Mesmo negando a liminar, os ministros indicaram que eventuais excessos poderão ser analisados posteriormente, caso haja indícios de promoção eleitoral irregular durante o desfile. Além do pedido de suspensão, o Partido também questiona o uso de recursos públicos e a eventual participação de autoridades no evento.
“A legislação eleitoral brasileira é rigorosa ao coibir campanha antecipada e o abuso de poder econômico e político. Não é razoável tratar como normal, em ano eleitoral, o desfile de uma escola de samba que se autodefine como ‘petista’, apresenta um samba-enredo de exaltação a Lula e, ao mesmo tempo, recebe recursos vultosos de um governo comandado pelo próprio PT”, afirmou o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)