STJD suspende Abel Braga por cinco jogos após fala homofóbica
Ex-treinador e agora dirigente do Internacional foi punido por declaração sobre camisa rosa do clube, durante em dezembro de 2024
O diretor técnico do Internacional de Porto alegre, Abel Braga, recebeu nesta quinta-feira, 12, uma suspensão de cinco jogos do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A penalidade decorre de uma declaração homofóbica proferida em dezembro de 2024, quando assumiu o comando técnico do time gaúcho nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.
A 6ª Comissão Disciplinar do STJD enquadrou o profissional no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O dispositivo prevê sanções para “ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão da etnia, raça, sexo, orientação sexual, cor, idade, condição da pessoa idosa ou com deficiência”. Além da suspensão mínima prevista no artigo, que varia de cinco a dez partidas, Abel também recebeu multa de R$ 20 mil.
A punição tem validade exclusiva em competições nacionais. Como o efeito da decisão começa 24 horas após o julgamento, o dirigente poderá acompanhar a partida contra o Palmeiras no Beira-Rio na noite desta quinta-feira.
A declaração e a denúncia
O episódio ocorreu durante a apresentação de Abel Braga como treinador do Internacional. Ao comentar sobre o uniforme do clube, o dirigente afirmou: “Eu não quero a porra do meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de veado”.
Quando questionado sobre a frase, Abel justificou que a intenção era “relaxar” o grupo em um momento de dificuldade. “Eu precisava relaxar meu grupo, vocês entendem. Quero que os caras sejam fortes”, declarou.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, organização sem fins lucrativos, formalizou a denúncia ao STJD por meio de uma notícia de infração.
Retratação nas redes sociais
Após a repercussão negativa, Abel Braga publicou um pedido de desculpas em suas redes sociais. “Reconheço que não fiz um bom comentário sobre a cor rosa durante minha entrevista coletiva. Antes que isso se espalhe, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que os define é o caráter”, escreveu.
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