Caso Master: suspeito joga mala com dinheiro pela janela durante ação da PF
Terceira fase da Operação Barco de Papel apura retirada de bens e mira ex-presidente do Rioprevidência
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras do Rioprevidência no Banco Master. Durante o cumprimento de mandado de busca em Balneário Camboriú (SC), um suspeito arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie ao perceber a chegada dos agentes. A PF também apreendeu veículos de luxo e aparelhos celulares. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa tem como objetivo localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados do imóvel do principal investigado. A apuração inclui a suspeita de movimentação para retirada de objetos do apartamento de Deivis Marcon Antunes, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, antes da última ação policial contra o alvo. A linha investigativa envolve possível ocultação de provas e obstrução de investigação.
O inquérito apura operações realizadas pelo Rioprevidência entre novembro de 2023 e julho de 2024. O fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio de Janeiro, teria investido cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
Nas fases anteriores, a Polícia prendeu o ex-presidente do Rioprevidência e cumpriu mandados contra outros investigados. A investigação envolve suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.
O Banco Master entrou em liquidação após decisão do Banco Central. O caso passou a ser acompanhado por autoridades federais e motivou movimentações no Congresso. A investigação segue sob sigilo.
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Comentários (2)
Marcel Hirsch
11.02.2026 11:01Parabéns Polícia Federal!
Clayton de Souza Pontes
11.02.2026 10:59Gosto de ver a PF trabalhando, mesmo com o STF colocando pedras no seu caminho