Ele invadiu o "inviolável" e se tornou o primeiro hacker da história

20.04.2026

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Ele invadiu o “inviolável” e se tornou o primeiro hacker da história

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4 minutos de leitura 09.02.2026 22:11 comentários
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Ele invadiu o “inviolável” e se tornou o primeiro hacker da história

No fim do século XIX e início do século XX, pesquisadores buscavam transmitir mensagens sem fios, explorando ondas eletromagnéticas

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Ele invadiu o "inviolável" e se tornou o primeiro hacker da história

Ao longo do tempo, o termo hacker passou a ser associado quase automaticamente a criminosos virtuais, mas sua origem está ligada à curiosidade técnica e ao desejo de entender sistemas.

Um episódio marcante nesse contexto envolve o que muitos consideram o primeiro hacker da história, bem antes de computadores pessoais, internet ou redes sociais, nas primeiras experiências com comunicação sem fio.

Como surgiu a ideia de hackear muito antes da era digital?

No fim do século XIX e início do século XX, pesquisadores buscavam transmitir mensagens sem fios, explorando ondas eletromagnéticas recém-estudadas.

Nesse cenário destacou-se Guglielmo Marconi, pioneiro do telégrafo sem fio, cujo sistema prometia comunicação a longas distâncias com alta confiabilidade.

Paralelamente, surgiram questionamentos sobre sigilo e interferência nessas transmissões. A crença de que o telégrafo sem fio seria “impossível de interceptar” alimentou debates que anteciparam a discussão moderna sobre vulnerabilidades em tecnologias de comunicação.

Quem foi John Nevil Maskelyne e qual era sua relação com a tecnologia?

John Nevil Maskelyne nasceu em uma família de ilusionistas e inventores na Inglaterra. Atuando em truques de palco e dispositivos mecânicos, desenvolveu domínio sobre mecanismos, eletricidade e formas de enganar a percepção humana.

Com o avanço das pesquisas em rádio, Maskelyne passou a explorar comunicação à distância em seus espetáculos, simulando telepatia com base em sinais e códigos. Essa combinação de ciência, show e engenharia preparou o terreno para seu ataque ao sistema de Marconi.

O que ocorreu na famosa demonstração de 1903?

Em 1903, Marconi organizou uma demonstração pública na Royal Institution, em Londres, coordenada por John Ambrose Fleming. A meta era receber, em Londres, mensagens em código Morse enviadas a cerca de 500 quilômetros, reforçando a segurança do telégrafo sem fio.

Antes da mensagem oficial, o receptor registrou palavras como “RATOS” e frases sarcásticas sobre o sistema. Investigou-se a origem e descobriu-se que Maskelyne usara um transmissor próximo para sobrepor o sinal, provando que a transmissão podia ser interceptada e manipulada.

Por que esse caso é visto como um marco na cultura hacker?

Maskelyne é frequentemente descrito como o primeiro hacker por ter identificado uma vulnerabilidade e demonstrado sua exploração em público. Não destruiu a infraestrutura, mas expôs limitações técnicas que contrariavam as promessas de inviolabilidade.

  • Revelou que terceiros podiam enviar sinais não autorizados ao mesmo receptor.
  • Transformou uma falha teórica em prova prática diante de autoridades científicas.
  • Iniciou debate sobre ética, responsabilidade e “vandalismo científico”.
Ele invadiu o "inviolável" e se tornou o primeiro hacker da história
Ele invadiu o “inviolável” e se tornou o primeiro hacker da história – Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

Que lições esse episódio traz para a segurança digital contemporânea?

O caso mostra que, desde o início das telecomunicações, confidencialidade e integridade das mensagens eram preocupações centrais. A máxima “nenhum sistema é totalmente seguro” continua válida em redes sem fio, internet das coisas e serviços em nuvem.

Hoje, hackers éticos realizam testes de intrusão para localizar brechas antes que criminosos as explorem. A história de Maskelyne ajuda a distinguir curiosidade técnica de crime digital e reforça a importância de questionar promessas de segurança absoluta em qualquer inovação.

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