CPMI do INSS aprova pedidos de prisão preventiva de empresários
No total, a comissão do Congresso aprovou 57 requerimentos nesta quinta, incluindo 51 que tratam de quebras de sigilo
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, do Congresso, aprovou nesta quinta-feira, 5, requerimentos para que a Justiça decrete a prisão preventiva de seis pessoas, incluindo ex-presidentes de associações suspeitas de envolvimento no esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
A lista inclui: Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista; o empresário Américo Monte Júnior, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; e o empresário Anderson Cordeiro de Vasconcelos, dirigente da Associação Master Prev.
Além deles: Marco Aurélio Gomes Júnior, apontado como dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev Clube de Benefícios, Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDDAP) e Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); e Mauro Palombo Concilio, contador de várias empresas beneficiadas com descontos indevidos.
No total, a CPMI aprovou 57 requerimentos nesta quinta, na primeira reunião após o recesso parlamentar. Dos 57, 51 são de quebras de sigilo. Foi aprovada a quebra de sigilo fiscal de servidores do INSS, empresas ou filhos de investigados.
Ainda hoje, a CPMI ouviu o presidente do INSS, Waller Júnior. No depoimento, ele negou ter participado de qualquer encontro com Daniel Vorcaro, empresário que controla o Banco Master. Ele afirmou que identificou irregularidades nos contratos de crédito consignado firmados pela instituição financeira com beneficiários da Previdência.
“O Vorcaro nunca foi ao INSS, porque eu sei que essa pergunta vão fazer. Eu nunca fiz uma reunião com o Vorcaro”, declarou Waller Júnior aos parlamentares. Ele garantiu que houve apenas dois encontros institucionais com dirigentes e advogados do banco, nos dias 31 de outubro e 10 de novembro de 2024.
O presidente do INSS disse ter recebido determinação do presidente Lula (PT) para intensificar a fiscalização sobre as operações que envolvem aposentados e pensionistas. “A nossa preocupação com aposentado e pensionista, por determinação do presidente da República, foi: ‘passe o pente-fino’”, afirmou.
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