Google anuncia investimento de até US$ 185 bi em IA para 2026
Controladora Alphabet duplica aposta em inteligência artificial e supera receita trimestral pela segunda vez consecutiva
A Alphabet, controladora do Google, divulgou nesta quarta-feira, 4, um plano de investimentos que pode chegar a US$ 185 bilhões em 2026, valor que representa quase o dobro do volume aplicado no ano anterior. A projeção, que varia entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões, supera as estimativas de analistas de Wall Street, que esperavam cerca de US$ 120 bilhões.
O anúncio veio acompanhado dos resultados do quarto trimestre de 2025, que mostraram receita de US$ 113,8 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido alcançou US$ 34,5 bilhões, alta de 30%, superando as expectativas do mercado financeiro.
Expansão acelerada da infraestrutura tecnológica
Os gastos de capital no último trimestre de 2025 totalizaram US$ 27,9 bilhões, praticamente o dobro dos US$ 14 bilhões registrados no mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, a companhia investiu US$ 91,4 bilhões, sinalizando uma escalada significativa para este ano.
“Estamos vendo nossos investimentos em IA e infraestrutura impulsionarem receita e crescimento em todas as frentes”, afirmou o CEO Sundar Pichai. Segundo o executivo, o objetivo é “atender à demanda dos clientes e aproveitar as oportunidades crescentes à frente”.
Publicidade e computação em nuvem sustentam crescimento
A divisão de buscas e publicidade registrou receita de US$ 63,1 bilhões no trimestre, crescimento de 17% que superou as projeções de US$ 61,3 bilhões. A receita com anúncios no YouTube subiu 9%, atingindo US$ 11,4 bilhões.
A área de computação em nuvem apresentou expansão de 48%, com faturamento de US$ 17,7 bilhões, acima dos US$ 16,3 bilhões esperados. O segmento tem sido impulsionado pela procura por capacidade computacional para desenvolvimento e operação de modelos de inteligência artificial.
Mercado reage
No acumulado de 2025, a Alphabet ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 400 bilhões em vendas anuais, com lucro total de US$ 132 bilhões. As ações da empresa acumulam valorização de 61% nos últimos 12 meses, elevando seu valor de mercado para mais de US$ 4 trilhões.
Após a divulgação dos resultados, os papéis da empresa chegaram a cair mais de 7% no pós-mercado, mas reduziram as perdas para cerca de 2%. A reação negativa reflete preocupações dos investidores com o impacto dos gastos elevados sobre as margens de lucro no curto prazo, apesar do desempenho financeiro acima das expectativas.
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