Empreendimento Interlace é uma cidade dentro de uma cidade feita com 31 blocos em formato hexagonal e se apresenta como complexo residencial mais vanguardista do planeta
Em Singapura, o complexo projeto residencial The Interlace rompe com a lógica dos arranha-céus tradicionais ao empilhar blocos habitacionais na horizontal
Em Singapura, o complexo projeto residencial The Interlace rompe com a lógica dos arranha-céus tradicionais ao empilhar blocos habitacionais na horizontal, formando uma teia geométrica integrada à paisagem, ao clima tropical e às áreas verdes, tornando-se referência em complexo residencial inovador e sustentável.
O que diferencia o complexo residencial inovador em Singapura
O The Interlace organiza 31 blocos residenciais de seis pavimentos em camadas horizontais, sobrepostas em ângulos variados, criando pátios, vazios e passagens que favorecem ventilação e luz natural.
Em vez de torres isoladas, o conjunto se assemelha a vilas e praças elevadas, reforçando vida comunitária em alta densidade.
Essa configuração em anéis gera grandes pátios internos que funcionam como extensões do espaço público, permitindo lazer, encontros casuais e eventos comunitários.
Ao mesmo tempo, a distância entre blocos reduz a visada direta entre janelas, aumentando a privacidade mesmo em um empreendimento amplo.
Como funciona a arquitetura hexagonal do The Interlace
A chamada arquitetura hexagonal aparece na forma como os blocos se encaixam em planta, criando uma malha que permite sobreposições escalonadas e terraços habitáveis.
Cada bloco de seis andares pode servir de base para outro, formando plataformas que lembram uma vila elevada com níveis múltiplos.
Nos níveis inferiores, telhados se transformam em jardins acessíveis, mirantes e áreas de lazer, ampliando a superfície verde acima do solo.
Isso ajuda a reduzir ilhas de calor, melhorar o conforto térmico e integrar visualmente o conjunto ao corredor ecológico Southern Ridges.
Thread of the world's strangest and unique architecture.🧵
— Raghu (@IndiaTales7) August 18, 2025
1. The Interlace, Singapore.🇸🇬
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Quais benefícios o The Interlace oferece aos moradores
O complexo foi planejado como uma “cidade em miniatura”, reduzindo deslocamentos internos e reunindo moradia, lazer e serviços em uma única estrutura.
Garagens subterrâneas liberam a superfície para jardins, trilhas e espaços de convivência, evitando grandes áreas asfaltadas expostas ao sol.
Os moradores dispõem de uma ampla gama de espaços coletivos e equipamentos de lazer distribuídos ao longo do conjunto, que reforçam a convivência e o uso cotidiano das áreas comuns:
- Piscinas em diferentes pontos do empreendimento;
- Quadras esportivas, academia e espaços ao ar livre;
- Áreas de churrasco, convivência e caminhos para caminhada;
- Jardins suspensos e sky gardens conectando blocos.
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Como o complexo residencial incorpora sustentabilidade urbana
O The Interlace é citado em debates sobre complexos residenciais sustentáveis em contextos urbanos densos, por integrar análise de orientação solar, ventilação cruzada e microclima.
O objetivo é reduzir ganhos de calor, maximizar sombreamento e diminuir a dependência de ar-condicionado em clima quente e úmido.
A vegetação distribuída em diferentes níveis filtra o ar, retém umidade e torna os espaços externos mais agradáveis, em sintonia com diretrizes de organismos como a ONU-Habitat.
O projeto mostra que é possível combinar alta densidade, áreas verdes e funcionalidade em um mesmo empreendimento.
Quais lições o The Interlace oferece para outras metrópoles
O empreendimento apresenta estratégias replicáveis para cidades marcadas pela verticalização intensa, propondo um redesenho da moradia coletiva.
Entre essas estratégias, destacam-se formas alternativas de organizar densidade, priorizar áreas comuns e integrar natureza e edificação.
Entre os principais aprendizados que o The Interlace oferece para futuros projetos urbanos e habitacionais, estão:
- Reorganizar a densidade em formatos horizontais articulados;
- Ampliar superfícies verdes em múltiplos níveis;
- Favorecer ventilação natural e sombreamento;
- Estimular convivência em pátios e praças elevadas;
- Integrar moradia, lazer e paisagem em um único sistema.
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