Corinthians se complica com dívida milionária com Memphis e tenta renegociação
A situação financeira do Timão ganhou um novo capítulo com a dívida relacionada ao atacante holandês.
A situação financeira do Corinthians ganhou um novo capítulo com a dívida relacionada ao atacante Memphis Depay.
O compromisso, que envolve principalmente o pagamento de luvas e bônus atrelados ao desempenho em campo, passou a ser um dos pontos centrais da gestão alvinegra em 2026 e pressiona tanto o orçamento imediato quanto o planejamento esportivo da temporada.
O que está em jogo na dívida com Memphis Depay
O montante devido ao jogador gira em torno de R$ 30 milhões, acima do previsto inicialmente em razão de metas alcançadas e premiações contratuais.
O clube não conseguiu seguir o cronograma de quitação, o que levou a necessidade de um novo acordo financeiro e à revisão de valores e prazos.
O contrato de Memphis vai até 20 de junho, e ele já pode assinar um pré-contrato com outro clube sem compensação ao Corinthians.
A permanência do atacante depende diretamente da reorganização dessa dívida e da construção de um compromisso considerado sustentável por ambas as partes.
Como a dívida com Memphis afeta o planejamento esportivo
A indefinição sobre o futuro de Memphis interfere na montagem do elenco para o segundo semestre, já que qualquer extensão de vínculo exige antes a regularização dos atrasos.
O executivo de futebol Marcelo Paz afirma que o atleta deseja ficar, mas condiciona isso a maior previsibilidade financeira.
Parte das receitas recentes, como premiações da Copa do Brasil, foi direcionada para outras pendências, reduzindo espaço para amortizar o débito com o atacante.
Isso influenciou decisões como a desistência da contratação do meia Alisson, do São Paulo, para evitar novos compromissos fixos.
⚠️ Corinthians tenta parcelamento até 2028 de dívida que já supera R$ 30 milhões, e estafe de Memphis Depay se irrita.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) January 29, 2026
Os salários e direitos de imagem estão em dia, mas valores de bônus e luvas já ultrapassam R$ 30 milhões.
A dívida pode aumentar em mais R$ 4,7 milhões caso o… pic.twitter.com/VuPWY1a8jx
Por que a dívida com Memphis revela um problema estrutural
A dívida com Memphis é sintoma de um passivo total superior a R$ 2,8 bilhões, que consome receitas mesmo em períodos de crescimento financeiro.
Valores recebidos com conquistas esportivas e acordos comerciais acabam usados para quitar obrigações antigas, limitando investimentos em reforços.
Nos últimos meses, o clube recorreu a premiações e empréstimos para encerrar pendências como a do meia Matías Rojas e do Santos Laguna, evitando transfer ban. Esse contexto expõe a fragilidade de caixa e o risco de novos atrasos salariais, bloqueios e disputas judiciais.
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"O Corinthians deve MAIS DE R$30 MILHÕES ao Memphis"
— Gazeta Esportiva (@gazetaesportiva) January 28, 2026
Tiago Salazar revela proposta que INCOMODOU o staff do atacante! 👀🦅#GazetaTimao #GazetaEsportiva pic.twitter.com/hLlz5ImRsc
Quais alternativas o Corinthians tem para negociar a dívida com Memphis
Para tornar a dívida com Memphis administrável, o clube estuda diferentes arranjos financeiros que conciliem fluxo de caixa e competitividade.
A ideia é construir um modelo que permita manter o jogador, sem repetir erros que ampliaram o passivo recente.
- Reescalonar parcelas em prazos mais longos, com valores menores.
- Vincular parte dos pagamentos a receitas futuras, como premiações e direitos de transmissão.
- Revisar metas variáveis, bônus e luvas, buscando um meio-termo entre contrato e capacidade de pagamento.
Quais passos são essenciais para um acordo sustentável
Um eventual acerto é visto internamente como termômetro da política financeira do Corinthians nos próximos anos.
A forma de conduzir o caso Memphis indicará se o clube conseguirá manter jogadores de alto impacto técnico sem comprometer ainda mais sua saúde econômica.
- Definir o limite máximo de gasto com o atleta sem afetar despesas prioritárias.
- Apresentar ao estafe de Memphis um cronograma detalhado e atualizado de pagamentos.
- Estabelecer cláusulas claras para bônus futuros, evitando novas distorções em caso de títulos.
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