A frota “de segunda mão” que pode ser a mais letal da América do Sul
A Armada do Chile é considerada uma das forças navais mais estruturadas da América do Sul, com cerca de 30 mil integrantes
A Armada do Chile é considerada uma das forças navais mais estruturadas da América do Sul, com cerca de 30 mil integrantes distribuídos entre escoltas de superfície, submarinos, navios anfíbios, apoio logístico e aviação naval.
Sua estratégia destaca-se pela aquisição de navios usados de marinhas tecnologicamente avançadas, combinada com forte modernização de sensores e armamentos, permitindo manter uma frota capaz sem os altos custos de construção local.
Como a Armada do Chile organiza suas escoltas de superfície
O núcleo de combate da Armada do Chile está nas fragatas de escolta, encarregadas da defesa antiaérea, antissuperfície e antissubmarino de grupos-tarefa.
O país opera navios de diferentes origens, adquiridos de segunda mão e modernizados para manter relevância tecnológica.
A frota inclui três fragatas Type 23 britânicas, uma Type 22 que atua como nau capitânia e duas fragatas holandesas Karel Doorman.

Duas fragatas australianas da classe Adelaide/Oliver Hazard Perry receberam lançadores verticais Mk41, mísseis ESSM e SM-2, além de melhorias em defesa de ponto.
Qual é o papel das lanchas-mísseis e dos navios anfíbios
A Armada do Chile mantém uma pequena flotilha de lanchas-mísseis Sa’ar 4, voltadas à defesa costeira e negação de área em águas litorâneas.
Com cerca de 450 toneladas e até 30 nós, podem empregar mísseis antinavio como Harpoon ou Gabriel.
No segmento anfíbio, três LSTs construídas localmente transportam tropas, veículos e carga para ilhas e áreas costeiras.
O LPD “Sargento Aldea”, ex-“Foudre” francês, ampliou a capacidade de projeção de forças, apoio humanitário e resposta a desastres em um país sujeito a eventos naturais severos.

Como a Armada do Chile estrutura apoio logístico e poder submarino
Para sustentar operações a longa distância, a Marinha investiu em grandes navios-tanque, permitindo reabastecimento no mar.
O “Almirante Montt”, ex-USNS Higgins, é o maior navio da frota, enquanto o “Araucano” complementa essa função com cerca de 26 mil toneladas de deslocamento.
No poder submarino, o Chile optou por unidades novas, operando dois submarinos Type 209/1400 e dois Scorpène modernos.
Essa combinação oferece experiência consolidada e tecnologia recente, reforçando a dissuasão em águas profundas e litorâneas.

Qual é a importância da aviação naval na Armada do Chile
A aviação naval apoia patrulha marítima, vigilância, busca e salvamento e guerra antissubmarino.
Quatro P-3ACH, modernizados no programa “Albatros IV”, e três C-295 Persuader realizam patrulha de longo alcance com sensores atualizados.
Helicópteros Cougar, Dauphin, Super Puma e H125, além de cinco EMB-110 Bandeirante, executam missões de transporte, vigilância costeira, ligação e evacuação aeromédica.
A integração entre meios navais e aéreos amplia o alcance da Armada no Pacífico Sul.
1. ¿Cómo generar la Fuerza Naval más competente y equilibrada de Suramérica comprando barcos de segunda mano?. Hoy hablamos de Chile 🇨🇱. Hilo 🧵. pic.twitter.com/ecs6ukkyjg
— Fuerza Naval (@fuerza_naval) February 4, 2024
Quais são os pilares da estratégia de modernização da Armada do Chile
A trajetória da Armada do Chile revela uma estratégia centrada em equilíbrio entre custo, tecnologia e capacidade operacional.
Essa abordagem combina aquisição inteligente, modernização e diversificação de meios.
Entre os principais pilares da modernização, destacam-se:
- Aquisição de navios usados de marinhas como Reino Unido, Holanda, Austrália, França, Israel e Estados Unidos.
- Investimentos em modernização de sensores, sistemas de combate e armamentos logo após a incorporação.
- Combinação equilibrada de meios de superfície, submarinos e aviação naval.
- Ênfase em apoio logístico com grandes navios-tanque para maior permanência no mar.
- Manutenção de submarinos adquiridos de primeira mão, preservando tecnologia atualizada.
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