Por que algumas pessoas nunca pegam gripe mesmo em contato com quem está doente?
Entenda o que a ciência já descobriu sobre genética, imunidade e hábitos diários
Em ambientes de trabalho, transporte público ou dentro de casa, é comum que várias pessoas adoeçam de gripe ao mesmo tempo. Ainda assim, sempre há alguém que, mesmo em contato direto com quem está doente, quase nunca apresenta sintomas, o que levanta a dúvida sobre por que alguns adoecem várias vezes ao ano e outros raramente ficam gripados.
O que é gripe e como ocorre a transmissão do vírus influenza?
A gripe é uma infecção respiratória aguda causada principalmente pelo vírus influenza, transmitido por gotículas ao falar, tossir ou espirrar e pelo contato com superfícies contaminadas. Embora se pareça com o resfriado, costuma provocar febre alta, dor no corpo, mal-estar e cansaço intenso.
A chamada carga viral, isto é, a quantidade de partículas virais em contato com o organismo, influencia o risco de adoecer. Mesmo diante da mesma exposição, porém, algumas pessoas desenvolvem sintomas e outras não, o que mostra o peso do sistema imunológico na defesa contra o vírus.
Por que algumas pessoas quase nunca desenvolvem gripe?
Uma explicação central envolve diferenças no sistema imunológico, que em algumas pessoas responde de forma mais rápida e eficiente ao influenza. Fatores genéticos, contato prévio com vírus semelhantes e vacinação regular ajudam o organismo a reconhecer e bloquear o invasor antes que ele se multiplique muito.
Variações genéticas podem modular a produção de interferons e outras proteínas de defesa, criando barreiras precoces contra o vírus. A vacinação anual, por sua vez, não impede totalmente a entrada do influenza, mas reduz o risco de formas graves e favorece quadros leves ou assintomáticos.
Se você pega gripe ou resfriado fácil, assista um vídeo do canal Victor Bolfe com detalhes do que fazer:
Estar em contato com o vírus sempre causa doença visível
O contato com alguém gripado não significa adoecer automaticamente, pois o risco depende de tempo de exposição, ventilação do ambiente, uso de máscara, higiene das mãos e distância entre as pessoas. Em locais arejados, a concentração de vírus no ar costuma ser menor, reduzindo a probabilidade de infecção.
Muitas infecções por influenza são assintomáticas, quando o sistema imunológico controla o vírus antes de surgir febre ou dor no corpo. Assim, a pessoa pode acreditar que “nunca pega gripe”, embora já tenha sido infectada sem perceber sinais claros de doença.
Qual é o papel dos hábitos de vida na proteção contra gripe?
Hábitos diários influenciam diretamente a frequência de infecções respiratórias, incluindo a gripe. Rotinas com sono adequado, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e melhor gestão do estresse tendem a fortalecer e regular o sistema imunológico.
Entre os comportamentos associados a menos episódios de gripe, destacam-se alguns pilares de cuidado com o corpo e a mente:
Sono adequado
Noites mal dormidas reduzem a eficiência das defesas e comprometem a resposta imunológica.
Alimentação variada
Frutas, verduras, legumes, proteínas e boas gorduras sustentam a produção das células de defesa.
Atividade física
Exercícios moderados favorecem o equilíbrio inflamatório e fortalecem o sistema imune.
Gestão do estresse
O estresse crônico prejudica a resposta imunológica e aumenta a vulnerabilidade a doenças.
Quais comportamentos ajudam a reduzir episódios de gripe?
Mesmo quem parece naturalmente mais protegido se beneficia de medidas preventivas combinadas, como vacinação anual e cuidados básicos de higiene. essas práticas diminuem tanto a chance de adoecer quanto a intensidade dos sintomas quando a infecção ocorre.
- Lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel em locais movimentados.
- Evitar compartilhar objetos pessoais em períodos de surto de gripe.
- Manter ambientes ventilados, abrindo janelas sempre que possível.
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço.
- Respeitar o afastamento em caso de sintomas gripais, reduzindo a transmissão.
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