O que diz a lei sobre a prescrição das multas de trânsito com o passar do tempo?
Entenda prazos, datas e como pedir anulação se o processo ficou parado ou fora do prazo legal
As multas de trânsito fazem parte da rotina de muitos motoristas, e nem todos sabem que essas penalidades possuem prazos legais para serem aplicadas e cobradas. Em determinadas situações, a infração pode prescrever, impedindo a continuidade da cobrança pelo órgão responsável, desde que sejam observadas as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e da legislação específica.
O que é prescrição de multas de trânsito?
A prescrição é a perda do direito de o Estado exigir uma penalidade após certo tempo. No trânsito, isso se aplica tanto ao direito de aplicar a multa quanto ao de cobrar o seu valor, quando os prazos legais não são respeitados.
Ela não autoriza o desrespeito às normas, mas limita a atuação da administração pública. Assim, mesmo que a infração tenha ocorrido, o órgão pode perder o direito de punir ou cobrar se ultrapassar os prazos previstos em lei.
Quais são os principais prazos das multas de trânsito?
Os prazos de prescrição no trânsito dividem-se em etapas do processo administrativo. Eles envolvem desde o envio da notificação até o prazo máximo para cobrança do débito já constituído.
Para facilitar a visualização, veja alguns dos prazos mais relevantes previstos na legislação de trânsito:
Notificação de autuação
Deve ser expedida em até 30 dias contados da data da infração, sob pena de anulação da autuação.
Prazo para aplicar a multa
Em regra, o órgão tem até 5 anos para aplicar definitivamente a penalidade, contados da infração.
Prescrição intercorrente
Ocorre se o processo ficar parado por mais de 3 anos sem ato relevante do órgão de trânsito.
Prazo para cobrar a multa
Após a constituição definitiva do crédito, o órgão tem, em geral, até 5 anos para realizar a cobrança.
Em quais casos o motorista pode deixar de pagar a multa?
As multas de trânsito podem prescrever, tanto quanto à aplicação da penalidade quanto à cobrança do valor. Contudo, isso não acontece automaticamente: é preciso analisar datas, notificações e movimentações do processo administrativo.
Quando for constatado excesso de prazo, o motorista pode requerer administrativamente o reconhecimento da prescrição e, se necessário, recorrer ao Judiciário. Em todas as hipóteses, é essencial ter documentos que comprovem as datas e a inatividade do processo.
Como acompanhar prazos e organizar documentos das multas?
A organização das informações é fundamental para identificar eventual prescrição. Manter registros claros ajuda a verificar se o órgão de trânsito atuou dentro dos prazos legais em cada etapa do processo.
Data da infração
Anote o dia e o horário indicados na notificação para acompanhar todos os prazos legais.
Expedição da notificação
Verifique se a notificação foi emitida dentro do prazo legal de 30 dias.
Controle de prazos
Acompanhe os prazos da defesa prévia, do recurso à Jari e, se necessário, ao Cetran.
Sistemas oficiais
Consulte periodicamente o site do Detran ou do órgão autuador para atualizações do processo.
Períodos de inatividade
Processos parados por mais de 3 anos podem indicar prescrição intercorrente.
Por que entender a prescrição de multas de trânsito em 2026?
Com o avanço dos sistemas eletrônicos em 2026, os órgãos ampliaram a fiscalização, mas os motoristas também ganharam mais acesso a dados. Saber que multas de trânsito prescrevem permite acompanhar com mais consciência a situação do veículo e da CNH.
Esse conhecimento evita o pagamento de valores que não podem mais ser exigidos e incentiva maior transparência na relação com o poder público. Ainda assim, a melhor forma de evitar problemas continua sendo o respeito às normas de circulação e segurança viária.
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