Irã admite mais de 3 mil mortes em protestos contra o regime
ero oficial é inferior ao divulgado por ONG iraniana, que aponta 4.519 mort
O regime iraniano admitiu nesta quarta-feira, 21, que 3.117 pessoas morreram durante as manifestações das últimas semanas contra a ditadura do aiatolá Ali Khamenei.
O número divulgado pelas autoridades é inferior ao estimado pela organização de direitos humanos HRANA, que afirma que 4.519 pessoas perderam a vida durante os protestos, incluindo 197 agentes de segurança.
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Protestos
Desde 28 de dezembro, iranianos foram às ruas pedindo a morte do líder supremo Ali Khamenei, alimentou esperanças de que os iranianos, enfim, poderiam se ver livres do regime teocrático.
O presidente americano Donald Trump afirmou que “a ajuda” chegará aos iranianos, sem dar mais detalhes.
A insatisfação alcançou vários setores da população, incluindo o dos comerciantes tradicionais — os chamados bazaaris.
Até agora, Khamenei segue no comando do país. Mas o aiatolá está debilititado de saúde e já completou 86 anos.
Sua permanência, portanto, é incerta, o que levantou múltiplas especulações.
Ocorre que nem sempre a queda de um ditador representa o fim de um regime.
Uma eventual captura, morte ou assassinato de Khamenei não necessariamente significaria o colapso da estrutura repressiva do país.
Diferentemente de regimes personalistas, o sistema iraniano é sustentado por uma complexa engrenagem militar.
“Quando cai um líder, a chance de cair todo o regime é muito grande. Mas, como o Irã é uma estrutura muito enraizada, uma mudança é menos provável que em uma ditadura personalista”, afirma Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios do Oriente Médio.
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Comentários (1)
Marian
21.01.2026 19:33A população está sendo massacrada. Dá para prestar solidariedade a esse regime ?