Trump ameaça vinhos franceses com tarifas de 200%
Donald Trump publica mensagem privada de Macron e ameaça taxar em 200% bebidas francesas como retaliação por não adesão ao Conselho de Paz
Donald Trump ameaçou aplicar tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses para tentar convencer o presidente Emmanuel Macron a apoiar sua iniciativa chamada Conselho de Paz, uma proposta de fórum internacional que começaria por discutir a crise em Gaza.
Macron teria rejeitado o convite, apontando preocupações com a estrutura da proposta e o papel de outras organizações multilaterais, sobretudo a ONU, cada vez mais esvaziada por Trump.
O presidente dos EUA também publicou uma mensagem privada enviada diretamente pelo presidente francês para o seu celular, onde buscava uma conversa com o presidente americano para abordar a questão da Groenlândia.
Antes disso, Trump já havia ligado seus planos em relação à ilha dinamarquesa a novas tarifas sobre produtos europeus.
Ele anunciou que imporia aumentos progressivos de impostos sobre importações de países que se opõem à ideia de os EUA adquirirem o território autônomo pertencente à Dinamarca. As alíquotas começariam em 10% em fevereiro, indo para 25% em junho.
Essa ideia provocou reações duras em Paris, onde Macron qualificou as ameaças como inaceitáveis, e na União Europeia em geral. Líderes franceses e alemães deixaram claro que não aceitarão “chantagem” para mudar posições políticas e que uma resposta coordenada é necessária.
As tarifas propostas sobre vinhos franceses alarmaram produtores e exportadores que dependem do mercado americano, hoje responsável por um grande parte das vendas europeias de bebidas.
Empresas do setor já registraram queda em suas ações na bolsa diante da incerteza sobre custos e acesso ao mercado.
Ao mesmo tempo, autoridades dos EUA como o secretário do Tesouro Scott Bessent pediram cautela à Europa, sugerindo que retaliar precipitadamente poderia desencadear um ciclo de medidas punitivas que prejudicaria empresas e mercados.
Ele argumentou contra reações exageradas, lembrando que experiências anteriores de guerras tarifárias tiveram efeitos negativos.
O embate não está restrito a negociações técnicas, mas toca em expectativas sobre alianças políticas e militares e no modo como as grandes economias lidam com prioridades geopolíticas e interesses comerciais.
Com Trump e os líderes europeus reunidos em Davos para o fórum econômico mundial, a cada dia poderemos ter novidades e notícias bombásticas, sobretudo vindas do campo americano.
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