Vereadora pede CPI do Banco Master na Câmara de São Paulo
Amanda Vettorazzo (União-SP) conseguiu o número mínimo de assinaturas e protocolou o requerimento de criação do colegiado
A vereadora Amanda Vettorazzo (União), de São Paulo, protocolou nesta quarta-feira, 14, um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao escândalo do Banco Master e seus impactos na capital paulista.
“A presente CPI tem por objeto a investigação da conduta institucional do Banco Master e de seus dirigentes, cuja seja está estabelecida na Rua Elvira Ferraz, nº 440, Vila Olímpia, São Paulo, SP, envolvendo a estruturação de esquemas fraudulentos de captação de recursos, venda de produtos financeiros falsos e/ou fraudulentos, maquiagem de balanços contábeis e operações prejudiciais que teriam lesado milhares de consumidores paulistanos”, diz o pedido, que foi apresentado com o número mínimo de 19 assinaturas.
No documento ainda, a parlamentar ressalta que o caso ganhou repercussão nacional, com indícios consistentes de irregularidades que exigem atuação da Câmara Municipal, principalmente diante da possibilidade de que paulistanos tenham sido afetados de forma direta.
Ainda nesta terça, a Polícia Federal (PF) realizou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A ação faz parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Uma CPI têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas. Pelo pedido de Vettorazzo, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Master teria cinco membros e teria prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogável por igual período.
“A Câmara Municipal tem o dever de investigar fatos graves que podem ter afetado diretamente a cidade de São Paulo, assegurando transparência, responsabilização e a defesa do interesse público. Os indícios são escandalosos e exigem uma resposta à altura. Não há espaço para omissão nem para conivência. Os responsáveis devem ser rigorosamente punidos, na forma da lei, para que episódios como este não se repitam”, disse a vereadora.
Para a CPI ser criada, ainda é necessária a publicação do requerimento no Diário Oficial da Câmara.
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