Número de mortos em protestos no Irã dispara
Em um único dia, a contagem de mortos quadruplicou, segundo dados da organização Human Rights Activists News Agency (HRANA)
O número de mortos nos protestos no Irã mais que dobrou nas últimas horas e chegou a 466, segundo a agência Reuters, com base em dados da organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos. O total anterior divulgado mais cedo pela entidade era de 203.
As manifestações começaram em 28 de dezembro e se espalharam por diversas cidades iranianas. Em um único dia, a contagem de mortos quadruplicou, passando de 116 para 203 e, depois, para 466. Entre as vítimas, 37 seriam integrantes das forças de segurança.
A ONG estima que cerca de 2.300 pessoas foram presas desde o início dos protestos. O regime iraniano, até o momento, não divulgou números oficiais de mortos ou detidos.
Organizações de direitos humanos afirmam que o número real de mortos pode ser maior, devido ao apagão online que dificulta a verificação independente. A HRANA e outras entidades relatam uso de munição real e detenções em massa.
Teerã ameaça Israel
Neste domingo, 11, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ação militar.
“Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, afirmou.
A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o país está “pronto para ajudar” os manifestantes.
Israel elevou o nível de alerta diante da possibilidade de uma intervenção regional.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O governo dos EUA confirmou o contato, mas não detalhou o conteúdo da conversa.
Apagão online
O apagão da internet no Irã já entrou no terceiro dia, segundo monitor NetBlocks.
O diretor da NetBlocks, Alp Toker, afirmou à CNN internacional que parte da população tem conseguido se comunicar por meios alternativos, como terminais Starlink contrabandeados ou sinais de redes de países vizinhos.
Vídeos enviados para fora do país mostram manifestantes nas ruas do bairro Punak, em Teerã, com celulares acesos, batendo em metais e soltando fogos de artifício.
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