Rio de Janeiro entra em Protocolo de Calor 3
O aumento das temperaturas no Rio de Janeiro levou a prefeitura a acionar o protocolo de calor
O aumento das temperaturas no Rio de Janeiro levou a prefeitura a acionar o protocolo de calor, sistema que organiza ações para enfrentar ondas de calor intensas e reduzir impactos sobre a saúde e os serviços públicos.
O que é o protocolo de calor no Rio de Janeiro
O protocolo de calor no Rio de Janeiro é um conjunto de diretrizes da prefeitura para orientar respostas a períodos de calor excessivo.
Ele coordena órgãos de saúde, assistência social, educação e defesa civil com base em dados meteorológicos e de sensação térmica.
As ações são definidas a partir do monitoramento do Sistema Alerta Rio, que avalia temperatura do ar, umidade, sensação térmica e previsão para os dias seguintes.
O objetivo é agir de forma preventiva para proteger principalmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
MUNICÍPIO DO RIO ENTROU EM CALOR 3 ÀS 11H30 DESTE SÁBADO, 10 DE JANEIRO 2026
— Centro de Operações Rio (@OperacoesRio) January 10, 2026
A cidade do Rio de Janeiro atingiu o terceiro nível do Protocolo de Calor (CALOR 3) às 11h30 deste sábado, 10 de janeiro de 2026. O Calor 3 caracteriza-se quando há registro de índices de calor alto… pic.twitter.com/HIz6NL9jmg
Como funcionam os níveis do protocolo de calor
O protocolo é dividido em cinco estágios graduais, que indicam a gravidade do calor e a tendência para os próximos dias.
Cada nível está associado a um conjunto de ações e reforço nas comunicações e nos serviços públicos.
De forma simplificada, esses níveis podem ser entendidos assim:
- Nível 1: alerta inicial, com previsão de elevação de temperatura, mas sem forte persistência.
- Nível 2: calor mais intenso, com máximas elevadas e necessidade de reforçar orientações básicas de cuidado.
- Nível 3: calor forte e com tendência de durar ou aumentar por, pelo menos, três dias seguidos.
- Nível 4: condição de calor muito intenso, com risco maior para a saúde coletiva.
- Nível 5: cenário extremo, que exige mobilização ampliada da rede pública de saúde e assistência.
Quais são os principais riscos do calor extremo
As ondas de calor no Rio de Janeiro afetam principalmente a saúde da população, mas também interferem na mobilidade e na rotina urbana.
Temperaturas muito altas, associadas à baixa reposição de líquidos, favorecem desidratação, tontura, queda de pressão e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas em situação de rua e trabalhadores expostos ao sol são mais vulneráveis.
O estresse térmico também prejudica o sono, a produtividade e o bem-estar geral, aumentando a procura por atendimento médico e pressionando a rede pública de saúde.

Quais cuidados são recomendados durante o protocolo de calor
Durante a vigência do protocolo, a prefeitura reforça orientações simples para diminuir o impacto das altas temperaturas. Essas recomendações ajudam a prevenir problemas de saúde e orientam a rotina em períodos de calor extremo.
- Manter hidratação constante: beber água e sucos naturais ao longo do dia, mesmo sem sede.
- Preferir alimentos leves: priorizar frutas, saladas e refeições de fácil digestão.
- Usar roupas adequadas: optar por peças leves, frescas e de cores claras.
- Evitar bebidas alcoólicas e muito açucaradas: pois podem prejudicar a hidratação.
- Reduzir a exposição ao sol: especialmente entre 10h e 16h.
- Utilizar protetor solar: reaplicar ao longo do dia e proteger áreas expostas da pele.
- Proteger crianças: com chapéus, roupas leves e permanência em locais sombreados.
- Procurar ajuda médica: em caso de mal-estar, tontura, náusea ou pele muito quente e vermelha.
Como acompanhar os níveis de calor na cidade
Os níveis do protocolo de calor são divulgados pela prefeitura e pelo Centro de Operações Rio em sites, aplicativos e redes sociais.
Nesses canais, a população encontra informações sobre temperatura máxima, sensação térmica, índice UV e mudanças de estágio do protocolo.
Com esses dados, moradores e visitantes podem ajustar deslocamentos, atividades ao ar livre e cuidados com grupos vulneráveis.
O sistema funciona como uma ferramenta de gestão de risco climático e de adaptação da cidade ao aumento da frequência de eventos de calor extremo.
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