“Moraes é negacionista”, diz Flávio
Senador saiu em defesa do Conselho Federal de Medicina após ministro do STF declarar nulidade de sindicância
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou nesta quarta-feira, 7, o ministro Alexandre de Moraes como “negacionista” após declarar a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) para instauração imediata de sindicância para apurar denúncias relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na decisão, Moraes ordenou a oitiva do presidente do CFM, José Gallo, pela Polícia Federal (PF) no prazo de dez dias para que explique “a conduta ilegal do CFM e para que se apure eventual responsabilidade criminal”.
“Alexandre de Moraes é NEGACIONISTA! A nota do Conselho Federal de Medicina é óbvia ao dizer que a burocracia proposital – e paranóica – de Moraes não pode se sobrepor à medicina e ao cuidado com vida de um ser humano: alguém que bate com a cabeça num armário, em estado de sonolência na madrugada, precisa ser levado IMEDIATAMENTE a um hospital para exames e análise médica. Isso é C-I-Ê-N-C-I-A”, escreveu Flávio no X.
Segundo Flávio, a defesa “está tomando as medidas cabíveis para que Bolsonaro vá para uma domiciliar humanitária, mesmo com a total falta de noção e bom senso do relator.”
Decisão de Moraes
O despacho de Moraes veio sem que o Supremo tivesse sido provocado a se manifestar sobre a sindicância do CFM.
“A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos“, pontua o magistrado.
“Em decisão proferida em 22/11/2025, determinei a disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, o que garantiu seu pronto atendimento pela equipe médica da Polícia Federal, que considerou a ausência de necessidade de remoção imediata do custodiado ao hospital”, acrescenta, se referindo ao fato de o ex-presidente ter sido atendido por um médico da PF após cair e bater a cabeça durante a prisão, na terça-feira, 6.
Segundo Moraes, não houve “qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”.
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