Bolsonaro caiu ao tentar caminhar e teve “traumatismo craniano leve”, diz médico
Ex-presidente já deixou o hospital onde foi realizar exames e retornou para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos responsáveis por cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse nesta quarta-feira, 7, que o politico caiu ao tentar andar na sala de Estado-Maior onde cumpre pena pela condenação na ação penal do golpe. Ainda segundo o profissional, os exames realizados por Bolsonaro nesta quarta em decorrência do acidente apontam que ele teve “traumatismo craniano leve“. As declarações foram dadas em entrevista a jornalistas.
O ex-presidente já deixou o Hospital DF Star, onde realizou os exames, e retornou para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
“O presidente foi submetido a uma tomografia do crânio, a uma ressonância magnética do crânio e também, como investigação complementar, a um eletroencefalograma. Porque, num primeiro momento, houve uma suspeita de uma crise convulsiva. Em relação aos exames que foram feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve, e intracrânio não há lesão“, pontuou Brasil Caiado.
“Isso é bom para ele. O eletroencefalograma também normal. A partir disso, nós orientamos a transferência de volta, porque em relação a exames, não precisamos neste momento”.
O profissional ressaltou que é importante saber o motivo do acidente. “Há uma suspeita inicial, que nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços”, declarou.
Caiado disse que os médicos vão avaliar se precisarão suspender os medicamentos.
PF responde a críticas de Bolsonaro
Ainda nesta quarta, a Polícia Federal (PF) atendeu à determinação do ministro Alexandre de Moraes e enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre a alegação da defesa de Bolsonaro de que o equipamento de ar-condicionado vem causando incômodos ao político durante a prisão.
Em sua resposta, a PF afirma que, em relação à redução ou eliminação do ruído do equipamento, “não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção, que demandaria paralisação prolongada das atividades da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”.
Em relação a uma mudança de Bolsonaro para outro local, a corporação afirma que “não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional para instalação de Sala de Estado-Maior”.
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