Comissão da Câmara vai convocar Mauro Vieira após prisão de Maduro
Colegiado vai pressionar o Itamaraty a adotar uma postura crítica em relação ao regime chavista diante da intervenção dos Estados Unidos
O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros (PL-PR), afirmou ao programa Meio-Dia em Brasília, de O Antagonista, que o colegiado vai tentar convocar o ministro Mauro Vieira para explicar o posicionamento do Brasil diante da crise na Venezuela.
Neste sábado, o ex-ditador Nicolás Maduro foi capturado após intervenção do governo dos Estados Unidos em Caracas. A operação militar determinada por Donald Trump foi condenada pelo presidente Lula.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse o petista.
Barros afirmou a este portal que buscou respaldo regimental para agir ainda durante o recesso parlamentar, mas não conseguiu.
“Nos temos que convocá-los para que deixe claro, perante o parlamento brasileiro, qual é a postura e a conduta que será adotada pelo governo brasileiro. O governo brasileiro, com Lula, em outras oportunidades declarou apoio explícito à Venezuela. Agora, queremos entender qual será a postura do presidente Lula e da sua equipe do Itamaraty”, declarou Barros.
A captura de Maduro
Como noticiamos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que forças americanas capturaram Maduro e sua esposa após um ataque militar à Venezuela.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que “os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e retirado do país de avião, juntamente com sua esposa”.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e Cilia Flores foram indiciados no distrito sul de Nova York por acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armamentos e dispositivos explosivos.
Já o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, afirmou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.
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