PF prende Filipe Martins por ordem de Moraes
Ex-assessor de Jair Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde sábado, 27
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 2, em Ponta Grossa (PR), o ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) para Assuntos Internacionais Filipe Martins (foto).
Ele estava em prisão domiciliar desde sábado, 27.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretou a prisão por considerar que Filipe Martins descumpriu as regras da prisão domiciliar decretada em 27 de dezembro de 2025 ao fazer uma pesquisa no LinkedIn.
“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’ (edoc 1719).
O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico.
Importante destacar, ainda, que a possibilidade de restabelecimento da ordem de prisão foi expressamente consignada na decisão, na qual decretei a prisão domiciliar.
Assim sendo, verifica-se que FILIPE GARCIA MARTINS PEREIRA descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais”, escreveu Moraes.
A decisão foi assinada pelo magistrado em 31 de dezembro de 2025.
Condenado a 21 de anos de prisão por participação na trama golpista, Filipe Martins teria usado o LinkedIn para a busca de perfis de terceiros.
Moraes deu a defesa do ex-assessor presidencial um prazo de 24 horas para fornecer a explicação, sob pena de decretação da prisão preventiva do réu.
A defesa de Filipe Martins negou que ele tenha descumprido a proibição.
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