Minha mensagem nada efusiva de ano novo
Se eu fosse dar conselho a alguém, apenas diria: não espere mudanças onde não existem e não acredite em milagres
Dizem que o fim do ano, especialmente o último dia, é tempo para refletir, pensar e repensar a vida, olhar para trás e perceber os erros e acertos, fazer planos, enfim.
Eu, particularmente, não vejo e não sinto qualquer diferença entre o 31 de dezembro e o 1 de janeiro.
Durmo e acordo com os mesmos problemas, as mesmas alegrias, as mesmas dores – emocionais e físicas – e não me sinto nem mais velho nem mais renovado. Apenas, a depender da quantidade de bebida e comida ingeridas na noite anterior, com mais ou menos ressaca e indigestão.
Não me escutem e curtam a tradição
Mas, ok. Respeito incondicionalmente quem pensa diferente. Aliás, até sinto uma certa inveja de quem, genuinamente, acredita que irá trocar de emprego, economizar dinheiro, ganhar na loteria, encontrar o amor da vida.
Por alguma razão que desconheço – e não é cultural nem fruto da minha criação -, sou primordialmente cético, não raro, pessimista.
Não creio no poder do curtíssimo prazo (um dia após o outro) como transformador. No máximo, em planos e projetos de médio e longo prazos, desde que a disciplina e a sorte prosperem.
Feliz 2026
Por isso, se eu fosse dar conselho a alguém, apenas diria: não espere mudanças onde não existem e não acredite em milagres. Toque a vida com o máximo de juízo e racionalidade, e torça para que a maior parte dela dê certo, porque não irá faltar o que dê errado ao longo da jornada.
Aos queridos leitores de O Antagonista, meus sinceros votos de uma noite especial e – vá lá! – um novo ano repleto de alegrias, saúde e realizações.
Eu, aqui do meu cantinho, continuarei igual. Rabugento com a vida e afetuoso com quem merece. Forte abraço!