Bolsonaro pode ter alta em 1º de janeiro, dizem médicos
Ex-presidente deve ser submetido ainda a uma nova endoscopia digestiva alta na terça ou quarta-feira no Hospital DF Star
A equipe médica que cuida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou nesta segunda-feira, 29, em entrevista a jornalistas, que serão necessárias 48 horas para avaliar os resultados do segundo procedimento de bloqueio anestésico do nervo frênico, mas que o político pode receber alta hospitalar na próxima quinta-feira, 1º.
“Ele fez esse procedimento hoje, a gente precisa de pelo menos 48 horas para avaliação de resultados, complicações, etc., então esse tempo será aguardado, independentemente de qualquer coisa. Ainda está prevista a realização de uma nova endoscopia digestiva alta, possivelmente… a gente não decidiu ainda se vai fazer amanhã ou na quarta-feira. E a gente está trabalhando com a hipótese de que, se não houver novas intercorrências, novos problemas, que ele fique aqui até o dia 1º, até quinta-feira”, declarou o médico cirurgião Claudio Birolini.
O ex-presidente está no Hospital DF Star, em Brasília. Ele encontra-se em cuidados pós-operatórios após cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral também. O procedimento de bloqueio anestésico do nervo frênico feito nesta segunda visa controlar as crises persistentes de soluços de Bolsonaro.
“Os soluços são um tema que estamos tendo um cuidado especial além da cirurgia que foi proposta inicialmente. Por quê? Para contextualizar para vocês, esse tipo de quadro a gente denomina de soluços persistentes ou intratáveis. O que significa isso? São quadro extremamente raros. No Brasil, para vocês terem uma ideia, nem tem dados epidemiológicos, como é raro. E eles são decorrentes de outras doenças. Mais comumente de pós-cirurgia no abdômen, que é um problema que o presidente tem, e também de doenças do trato gastrointestinal, que também ele tem”, falou o cardiologista Brasil Caiado na entrevista a jornalistas.
“Outras doenças também neurológicas. Por causa disso e de ter este quadro com essa severidade, demandou um pouco mais de cuidado da nossa parte. Nós dividimos o tratamento e a preocupação com ele em três partes, mas que foram feitas de forma simultânea, que é o cuidado com a alimentação – nós fracionamos a alimentação -, o cuidado especial com a alimentação, o cuidado especial com a medicação e também com a intervenção de bloqueio do nervo”.
Ele ressaltou também que é preciso esperar a evolução e a resposta ao procedimento desta segunda.
“O nosso acompanhamento e a nossa proposta é de acompanhamento diário. E não queremos também prolongar muito a internação. Por isso, aproveitamos esse tempo de espaço de recuperação da cirurgia do Dr. Claudio para poder otimizar esses tratamentos todos. Eu pessoalmente não acredito, em conjunto com o Dr. Claudio, que vai prolongar muito, não”, pontuou.
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