Morre aos 65 anos Perry Bamonte, guitarrista do The Cure
A morte do músico Perry Bamonte, aos 65 anos, foi confirmada pela banda The Cure após o artista falecer em casa
A morte do músico Perry Bamonte, aos 65 anos, foi confirmada pela banda The Cure após o artista falecer em casa nessa sexta (26), em decorrência de uma doença cuja causa exata não foi divulgada.
Quem foi Perry Bamonte no The Cure
Perry Bamonte começou como membro da equipe do The Cure e, a partir de meados dos anos 1980, passou a colaborar musicalmente até se tornar integrante efetivo em 1990.
Ele atuou como guitarrista e tecladista, ajudando a consolidar a sonoridade sombria, melancólica e atmosférica da banda.
Entre os álbuns de estúdio dos quais participou, destacam-se “Wish” (1992), “Wild Mood Swings” (1996), “Bloodflowers” (2000) e “The Cure” (2004).
Em cerca de 14 anos, esteve em mais de 400 apresentações, usando também baixo de seis cordas para reforçar o peso e a densidade de faixas mais longas.
Rest peacefully Perry ' Teddy ' Bamonte 🖤🐈⬛ pic.twitter.com/Lk6clHqJ01
— 𝕯𝖊𝖆𝖉 𝖂𝖎𝖓𝖌𝖘🏖✈️ (@suburbangrrl73) December 26, 2025
Qual é o impacto da morte de Perry Bamonte para o legado do The Cure
A morte de Bamonte tem forte peso simbólico para uma banda ativa desde 1976 e conhecida por sua “família ampliada” de ex-integrantes e colaboradores.
Ele é lembrado como figura-chave no período em que o The Cure consolidou sua presença em grandes arenas, festivais internacionais e na expansão global nos anos 1990 e 2000.
Mesmo fora da formação atual, seu nome seguia associado ao imaginário dos fãs, sobretudo pelas canções emblemáticas e grandes turnês das quais participou.
A perda reforça a dimensão coletiva do legado do grupo, que não se limita a Robert Smith, mas a uma rede extensa de músicos que passaram por estúdios e palcos.
Como o The Cure se consolidou no rock alternativo
O The Cure surgiu no contexto do movimento punk no Reino Unido, na segunda metade dos anos 1970, passando por mudanças de nome, integrantes e visual até se firmar.
Com o single “Killing an Arab” (1978) e o álbum “Three Imaginary Boys” (1979), entrou no circuito de rádios, revistas e shows em maior escala.
Nos anos 1980, a banda aprofundou temas sombrios e ajudou a moldar o rock gótico e o rock alternativo, com estética marcante de maquiagem, cabelos volumosos e figurinos escuros.
A presença de músicos como Bamonte foi essencial para reforçar as camadas de guitarra e teclado que definiram essa identidade sonora.
Qual é a relação recente do The Cure com o público brasileiro
O vínculo do The Cure com o Brasil se consolidou em apresentações esporádicas, mas impactantes, incluindo shows históricos nos anos 1980 e 1990.
A passagem mais recente ocorreu em dezembro de 2023, no festival Primavera Sound, em São Paulo, reacendendo o interesse de diferentes gerações de fãs.
Com o Rock in Rio 2026 confirmado, o nome da banda surge entre as possibilidades discutidas por público e imprensa para o line-up.
Embora não haja anúncio oficial, a presença recente em grandes palcos e rumores sobre novos lançamentos alimentam as expectativas em torno de um retorno ao país.
Qual é o lugar de Perry Bamonte na memória do rock alternativo
A atuação multifacetada de Perry Bamonte, alternando entre guitarra, teclados e baixo de seis cordas, garantiu presença marcante no catálogo do The Cure.
Seu trabalho em discos dos anos 1990 e 2000 continua a ser redescoberto por ouvintes em plataformas digitais e registros audiovisuais.
Entre os pontos que ajudam a situar Bamonte na história do rock alternativo britânico, destacam-se:
- Participação em álbuns que marcaram a fase de maior projeção global do The Cure.
- Contribuição para texturas sonoras e arranjos que se tornaram referência no gênero.
- Presença em centenas de shows, consolidando o som da banda ao vivo.
- Lembrança constante em biografias, reportagens e memórias de fãs ao redor do mundo.
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